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BATTERY CHANNEL
AnáliseProjetos

África do Sul prioriza 4,6 GW de baterias e gás no IRP 2025 para frear curtailment

Governo sul-africano anuncia primeira alocação do IRP 2025 focada em armazenamento e termelétricas a gás, adiantando renováveis para garantir estabilidade de rede e mitigar desperdício de energia.

8 de outubro de 2026 às 21:21Fonte oficial: pv magazineRedação Battery Channel

O governo da África do Sul definiu a estratégia inicial do Plano Integrado de Recursos (IRP) 2025, anunciando a contratação prioritária de 4,6 GW de armazenamento em bateria e 5 GW de usinas a gás. Essa decisão inverte a lógica tradicional de expansão, tratando a flexibilidade como pré-requisito técnico para a futura integração de mais de 105 GW de capacidade prevista até 2039. A medida visa resolver imediatamente o problema crítico de curtailment, transformando energia renovável excedente em ativo utilizável e evitando desperdícios que pressionam a fatura energética nacional.

A primeira determinação do plano não inclui novas capacidades eólicas ou solares, reservando essas tecnologias para fases posteriores, incluindo projetos híbridos e armazenamento bombeado. Segundo o Ministério da Energia, os sistemas de bateria devem ser operados onde possam acessar excedentes sem reproduzir restrições de rede, alinhando-se aos requisitos do operador do sistema. O ministro Kgosientsho Ramokgopa destacou que a abordagem prioriza a confiabilidade para a produção industrial e o emprego, reduzindo custos evitáveis que impactam a acessibilidade da eletricidade para consumidores finais.

O mercado sul-africano demonstra maturidade acelerada, validada pelo sucesso de três janelas de licitação pública anteriores que já contrataram mais de 1,7 GW de baterias, com os projetos da primeira janela em construção desde junho de 2025. Paralelamente, o setor privado expande rapidamente, com consórcios como TotalEnergies e Scatec inaugurando projetos híbridos de grande porte em 2026. Essa combinação entre contratação estatal e investimento privado diversificado sugere que a escala de 4,6 GW é comercialmente atrativa, embora o adiamento de renováveis possa gerar incerteza para investidores que esperavam um fluxo contínuo de leilões de geração limpa.

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