Itália aumenta fatores de derating para baterias no mercado de capacidade de 2028
A ARERA aprovou novas regras para o leilão de 2028, elevando fatores de derating para armazenamento eletroquímico. A medida reflete a expansão da capacidade autorizada, reduzindo a remuneração efetiva para novos projetos de BESS e buscando equidade competitiva entre tecnologias no sistema elétrico italiano.

A Autoridade Reguladora Italiana para Energia, Redes e Ambiente (ARERA) validou as Disposições Técnicas Operacionais revisadas para o leilão do mercado de capacidade referente à entrega em 2028. Através da Resolução 370/2026/R/eel, datada de 14 de outubro, o regulador confirmou a conformidade das regras propostas pela operadora da rede Terna. O destaque da aprovação é o aumento dos fatores de derating aplicados aos sistemas de armazenamento eletroquímico, uma decisão técnica que visa ajustar a capacidade garantida com base na realidade atualizada do parque de baterias.
O recálculo dos fatores de derating incorpora a capacidade de armazenamento já autorizada e as estimativas de novas instalações até o leilão, excluindo apenas a capacidade destinada ao leilão MACSE de 2029. Conforme destacado pela análise setorial, esse ajuste reduz a remuneração efetiva por megawatt para novos projetos de baterias, impactando diretamente a bancabilidade e os modelos financeiros de desenvolvedores de BESS. A medida busca assegurar uma competição justa entre tecnologias, evitando a supercompensação do armazenamento em detrimento da diversidade tecnológica necessária para a segurança do suprimento.
Além dos ajustes financeiros, as novas provisões introduzem maior flexibilidade operacional. Licitantes vencedores podem postergar o início da entrega até dezembro do primeiro ano, mediante notificação à Terna até 30 de abril do ano anterior, com leilões de ajuste subsequentes. As regras também revisam os limites de intercâmbio com áreas virtuais estrangeiras, alinhando-os aos picos de importação registrados durante os estresses do sistema em 2025. Essas mudanças refletem a adaptação dinâmica da regulamentação italiana às conclusões do relatório de adequação de 2025.
A incerteza sobre o calendário do leilão permanece, com o Ministério do Ambiente e Segurança Energética (MASE) solicitando à Terna que avalie realizar o evento após o leilão MACSE de 2029, previsto para novembro. Essa possível reprogramação gera riscos de atraso no planejamento de projetos e volatilidade nas expectativas dos investidores. Enquanto a indústria aguarda definição das datas, a aprovação das regras estabelece um precedente claro de que a remuneração de ativos de flexibilidade será cada vez mais condicionada à maturidade e à saturação relativa do mercado.
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