Agrivoltaica em MA: painéis solares revitalizam pântanos de cranberry ociosos
Projetos em Plymouth e Kingston integram geração solar e armazenamento com cultivo de cranberry. A DEI adaptou a construção para solos pantanosos, elevando painéis e ampliando prazos. O modelo híbrido gera receita para terra e gestão, mas dados de produtividade ainda são escassos.

Dois pântanos de cranberry em Massachusetts, antes inviáveis economicamente, retornam à produção com energia solar. Os projetos Black Cat (1 MW/2,7 MWh) e Ring Road (4,4 MW/13,5 MWh) são da Greenbacker. A DEI construiu, adaptando o design para preservar o solo e as vinhas. Painéis a 10 pés (~3m) e espaçamento de 18 pés (~5,5m) permitem maquinário e luz solar, transformando ativos ociosos em renda múltipla via aluguéis e gestão profissional.
A complexidade técnica exigiu cuidados, como tapetes brancos para evitar aquecimento do solo, dobrando o prazo para oito meses. Isso mostra que a agrivoltaica em cultivos sensíveis exige subordinação da infraestrutura energética às necessidades agrícolas. O modelo cria receita híbrida: proprietário recebe aluguel, Iain Ward é pago pela gestão e venda, e a Greenbacker tem retorno. A colheita de 2025 foi um marco técnico sem novas leis.
A integração de baterias aumenta a resiliência da rede, potencializando o retorno em terrenos de baixo valor produtivo. Este caso é pioneiro nas colheitas de cranberry agrivoltaica. Contudo, a falta de dados de produtividade comparativa limita a replicabilidade imediata. A sustentabilidade a longo prazo ainda precisa ser comprovada pelo monitoramento da saúde das vinhas e durabilidade dos equipamentos em ambiente úmido.
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