Áustria reformula subsídios solares após saturação extrema e foca em baterias
Com 43.300 pedidos em 10 minutos, a Áustria abandona o modelo de janelas de tempo. A partir de 2027, o financiamento será contínuo, exigindo gestão inteligente e priorizando armazenamento, mas depende de maioria qualificada no parlamento.
A terceira rodada de subsídios solares da Áustria registrou 43.300 solicitações em apenas dez minutos, superando amplamente a demanda anterior e evidenciando a insustentabilidade do sistema atual de janelas de tempo limitadas. Esse volume extremo, operado pela agência OeMAG, forçou o Ministério da Economia a acelerar planos de reformulação legislativa, reconhecendo que a 'corrida contra o relógio' distorce o mercado e favorece a velocidade de clique em detrimento do planejamento técnico real.
A partir de 2027, o governo propõe substituir as janelas anuais por um sistema de solicitação contínua, permitindo que pedidos sejam feitos após a conclusão do projeto e apresentação da fatura. O foco dos incentivos migrará da instalação fotovoltaica pura para o armazenamento em baterias acoplado a sistemas de gestão inteligente de energia, que se tornarão obrigatórios. Essa mudança visa aumentar a estabilidade da rede e a autonomia energética, alinhando subsídios à modernização técnica da infraestrutura residencial e comercial.
A aprovação das novas regras exige uma maioria de dois terços no parlamento, obrigando os governistas a negociar com a oposição. O setor industrial, representado pela PV&B Austria, acolhe o foco em baterias, mas pede flexibilidade nos requisitos de inversores 'Feito na Europa', alertando que normas rígidas podem gerar incerteza de planejamento. Detalhes técnicos, como o valor exato do bônus de armazenamento, ainda estão sendo finalizados pelo Ministério.
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