Bangladesh aprova usina solar híbrida de 442 MW com 8h de armazenamento em baterias
O ECNEC de Bangladesh aprovou uma usina solar de 442 MW integrada a 3,5 GWh de BESS, substituindo expansão de carvão em Rampal. O projeto de US$ 203,6 milhões visa cumprir metas renováveis e garantir estabilidade de rede até 2030.
O Comitê Executivo do Conselho Nacional de Economia (ECNEC) de Bangladesh aprovou oficialmente, em 9 de outubro de 2026, a construção de uma usina solar de 442 MW acoplada a um sistema de armazenamento em bateria (BESS) de oito horas. A decisão, presidida pelo primeiro-ministro Tarique Rahman, substitui o plano anterior de utilizar o terreno para uma segunda unidade da usina a carvão de Rampal, marcando uma mudança estratégica na matriz energética do país.
Com um investimento total de 25 bilhões de Taka (US$ 203,6 milhões), a Bangladesh Power Development Board (BPDB) desenvolverá o projeto em 371,7 hectares no distrito de Bagerhat. A capacidade de armazenamento de 3.536 MWh, dobrada em relação ao plano inicial de quatro horas, permite deslocar energia solar para horários noturnos de pico, transformando a fonte intermitente em um recurso despachável essencial para a estabilidade da rede local.
A obra, prevista para implementação entre setembro de 2026 e março de 2029, alinha-se à Política de Desenvolvimento de Energia Renovável 2026–2030, que busca atingir 20% de geração renovável. O contexto inclui incentivos fiscais recentes, como a redução do imposto de importação de equipamentos solares de 17% para 1% e a criação de um fundo de US$ 123 milhões, sinalizando um ambiente favorável para acelerar investimentos no setor.
Este projeto representa a maior instalação solar do Bangladesh e estabelece um precedente para a substituição de ativos fósseis por soluções híbridas em mercados emergentes. Embora o cronograma agressivo imponha pressões logísticas nas cadeias globais de suprimentos de baterias, a iniciativa visa mitigar déficits crônicos de energia e reduzir emissões, otimizando a infraestrutura existente enquanto atrai investimentos para a transição energética regional.
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