EnergyPathways prepara MESH para 2ª rodada do LDES no Reino Unido
A EnergyPathways, listada na AIM, espera o lançamento da segunda rodada do LDES da Ofgem para submeter o MESH, projeto de 300 MW e 55,2 GWh em cavernas de sal no Mar da Irlanda. Reconhecido como de significância nacional, o plano visa FID em 2028 e operação até 2031, integrando armazenamento de gás, hidrogênio e produção de grafite.
A EnergyPathways, listada na AIM, optou por não participar da primeira rodada do mecanismo de apoio à energia de longa duração (LDES) do Reino Unido, conforme relatado pela pv magazine. A empresa desenvolve o Marram Energy Storage Hub (MESH) em cavernas de sal sob o Mar da Irlanda, a 18 km de Lancashire, com instalações onshore no Porto de Barrow. O objetivo é apresentar uma proposta mais madura na segunda rodada, cujo lançamento está previsto para o final de 2026, após um atraso de seis meses na seleção inicial. O MESH é atualmente o maior projeto de armazenamento de ar comprimido (CAES) em desenvolvimento no país.
A formação de sal local, com 500 a 600 metros de espessura e halita pura, permite cavernas de 700.000 m³ cada, equivalentes a quatro Catedrais de St. Paul. O primeiro projeto requer quatro cavernas, mas a licença tem potencial para até 60. Com 300 MW e 55,2 GWh, o MESH opera por mais de sete dias, atendendo a excedentes de vento que ultrapassam 12 horas. Enquanto a primeira rodada selecionou 16 projetos totalizando 7,6 GW e 136,9 GWh (média de 18h), o MESH aborda a escala de 70 TWh anuais de excedentes, crucial para um grid dominado por eólica onde baterias têm limitações de duração.
O MESH integra armazenamento de gás e hidrogênio, além de produção de grafite, abordando a segurança energética do Reino Unido, que possui menos de seis dias de reserva de gás contra 80 na UE. Com projeção de importar 90% do gás no pico de inverno, o projeto oferece reserva estratégica. Reconhecido como de significância nacional, o MESH busca a decisão final de investimento (FID) em 2028, dependente do cap-and-floor da Ofgem, com início das operações previsto para o final de 2031 ou início de 2032. A resposta rápida do sistema, em minutos, complementa a flexibilidade de longo prazo.
A EnergyPathways enfrenta desafios financeiros típicos de empresas pré-receita, com capitalização de mercado de cerca de 20 milhões de libras e alerta de continuidade (going-concern). A empresa anunciou um levantamento de fundos em 28 de setembro para financiar o desenvolvimento. A mobilização de capital depende de sinais governamentais, incluindo a Estratégia de Hidrogênio e a Lei de Independência Energética, previstas para o outono. O sucesso do MESH pode redefinir o papel do CAES na transição energética, reduzindo custos do sistema e dependência de importações, conforme destacado pelo CEO Ben Clube.
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