Hithium atinge 200 GWh em envios cumulativos e acelera escala de LFP global
Fabricante chinesa dobrou entregas de baterias em 14 meses, consolidando liderança em células LFP. A expansão industrial e a oferta de formatos de longa duração pressionam custos globais, beneficiando projetos de armazenamento no Brasil e no mundo.

A Hithium anunciou o marco de 200 GWh em envios cumulativos de baterias, dobrando o volume em apenas 14 meses. O segundo centena foi atingida entre agosto de 2025 e outubro de 2026, contra os quatro anos levados para o primeiro. Essa aceleração reflete a eficiência da rede fabril, com a planta em Chongqing, reconhecida como Lighthouse Factory, e a nova unidade em Heze, que iniciou produção em massa e já faz exportações.
A estratégia da empresa foca em células de fosfato de ferro e lítio (LFP) de grande formato, como as de 1.175 Ah e 1.300 Ah, desenhadas para sistemas de quatro e oito horas de duração. Com pedidos contratados até o final de 2027, a Hithium consolida sua posição como segunda maior fornecedora global, atrás apenas da CATL. A expansão inclui também uma planta em Navarre, Espanha, prevista para 2027, diversificando a base de suprimentos fora da China.
Para o mercado brasileiro, a abundância de oferta global tende a reduzir o custo de capital (Capex) de projetos de armazenamento. A disponibilidade de tecnologia de longa duração alivia gargalos de fornecimento e melhora a viabilidade econômica de sistemas no ACR e no mercado livre. Embora não haja mudanças regulatórias imediatas na ANEEL, a pressão nos preços das células LFP beneficia desenvolvedores e traders, reduzindo o prêmio de risco associado à escassez de componentes.
Tags
Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar.
Receba o essencial do setor de energia
Os principais fatos que afetam preço, regulação, geração e combustíveis — todo dia ao meio-dia, no seu e-mail.
Como esta matéria foi produzida: apurada a partir da fonte oficial citada e de documentos primários, com verificação de números, datas e prazos antes da publicação, seguindo a nossa Política Editorial — que inclui o uso de tecnologia própria na apuração. Viu algo a corrigir? Fale com a redação.