Holosolis recebe apoio do Fundo de Inovação da UE para gigafábrica solar de 5 GW na França
A Comissão Europeia selecionou a Holosolis para financiar a construção de uma fábrica integrada de células e módulos solares em Hambach. O projeto Solar4EU, com parceria tecnológica da Trina Solar, visa iniciar a produção em 2027 e atingir capacidade plena em 2030, fortalecendo a soberania industrial europeia.

A Comissão Europeia confirmou a seleção da fabricante francesa Holosolis para receber recursos do Fundo de Inovação da UE, destinados aos investimentos na construção de uma gigafábrica solar integrada em Hambach, na França. O projeto, denominado Solar4EU, prevê a instalação de uma linha de produção com capacidade total de 5 GW para células e módulos fotovoltaicos. Esta decisão consolida o apoio institucional a um dos 12 projetos de manufatura de tecnologia limpa escolhidos no último edital do fundo, permitindo que a empresa avance com a execução física e inicie as operações comerciais conforme o cronograma estabelecido.
O financiamento aprovado integra uma iniciativa estratégica de 3,4 bilhões de euros, financiada pelas receitas do Sistema de Comércio de Emissões da UE (EU ETS), que apoia 77 projetos de tecnologia limpa em 23 países. A Holosolis já havia garantido mais de 220 milhões de euros em capital inicial, incluindo 200 milhões via crédito fiscal C3IV da França. A parceria tecnológica com a chinesa Trina Solar foi estruturada para assegurar a transferência de know-how e eficiência operacional, validando o modelo híbrido de soberania industrial.
A produção na nova instalação deve começar em 2027, com uma escalada gradual até atingir a capacidade máxima em 2030. Os projetos selecionados entrarão agora na fase de preparação dos acordos de subvenção com a Agência Executiva do Clima, Infraestrutura e Ambiente da UE (CINEA). A Comissão estima que este processo administrativo seja concluído no primeiro trimestre de 2027, alinhando a disponibilidade dos fundos com o início das operações.
Este pacote de investimentos visa evitar aproximadamente 290 milhões de toneladas de CO₂ equivalente nos primeiros dez anos, demonstrando a escala ambiciosa da UE para descarbonizar setores industriais críticos e cumprir as metas do Green Deal. A combinação de capital público europeu, incentivo nacional francês e expertise internacional reforça a autonomia técnica a longo prazo, reduzindo a dependência de importações asiáticas.
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