Índia aprova Green Energy Corridor III para evacuar 135 GW e investir 1,86 tri de rúpias
O Union Cabinet aprovou a Fase III do Green Energy Corridor, destinando 1,86 trilhão de rúpias para reforçar a transmissão intrastadual e incluir 50 GWh de armazenamento em baterias. A medida visa mitigar a intermitência renovável e reduzir gargalos de curtailment na rede elétrica indiana.

O Union Cabinet da Índia aprovou formalmente o programa Green Energy Corridor Phase III (GEC III), consolidando o compromisso do governo central com a expansão da infraestrutura de transmissão intrastadual. O objetivo central é permitir a evacuação eficiente de 135 GW de energia renovável, integrando fontes solares e eólicas à rede principal e eliminando os históricos gargalos de capacidade que limitavam a geração limpa no país.
O investimento total aprovado soma 1,86 trilhão de rúpias indianas, equivalente a aproximadamente US$ 22 bilhões. Um dos pilares do projeto é a inclusão de 50 GWh de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS). Essa capacidade significativa de armazenamento visa mitigar a intermitência das fontes renováveis, estabilizando a frequência da rede elétrica durante picos de demanda e garantindo maior confiabilidade no suprimento de energia.
A decisão, validada sob a estrutura do Ministério de Minas de Energia, alinha-se às metas nacionais de neutralidade de carbono até 2070. Analistas sugerem que a instalação de 50 GWh de BESS pode ser um ponto de inflexão para o mercado, reduzindo a dependência de usinas térmicas de carvão para serviços auxiliares da rede. Isso poderia atrair mais investimentos privados em geração renovável, mitigando riscos de curtailment e flutuações de preço no mercado spot.
A execução do programa envolverá estatais como a Power Grid Corporation of India Limited (PGCIL) e empresas estaduais de eletricidade (SEBs), além de beneficiar o setor privado com contratos de construção e operação. Há, porém, um desafio técnico relevante: a integração de 50 GWh de baterias à rede, projetada para fontes sincronizadas, exigirá atualizações nos protocolos de despacho da Central Electricity Authority (CEA) e na operação dos centros de controle de carga regionais para gerenciar a injeção e absorção rápida de energia.
Com a aprovação do gabinete, o próximo passo previsto é a publicação dos editais de licitação para a construção das novas linhas de transmissão e a contratação dos sistemas de BESS. Espera-se que a execução física comece dentro de 6 a 12 meses, com um cronograma de conclusão alinhado às metas de capacidade instalada renovável da Índia para o próximo ciclo de planejamento energético, reforçando a resiliência da rede e a descarbonização do setor elétrico.
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