Promigas avança com 2,2 GWh de armazenamento solar no Chile após aprovação ambiental
Comissões ambientais chilenas aprovaram projetos da Promigas com 2,22 GWh de baterias. O investimento total é de US$ 569 milhões, marcando a entrada da colombiana no mercado local após aquisição da Zelestra.
As comissões regionais de avaliação ambiental do Chile aprovaram formalmente dois projetos de energia solar com armazenamento em baterias, liberando o caminho para a construção de 2,22 GWh de capacidade. A decisão regulatória, anunciada em 1º de outubro de 2026, valida os empreendimentos Pampino, na região de Tarapacá, e Monterrico Solar, em Ñuble, que passam a ter a permissão necessária para iniciar as obras nos prazos definidos em suas declarações de impacto ambiental.
O projeto Pampino, localizado em Pozo Almonte, combina 170 MW de capacidade solar com 1.020 MWh de armazenamento, representando um investimento declarado de US$ 263 milhões. Já o Monterrico Solar, situado nos municípios de Coihueco e Chillán, possui 248,73 MWp de capacidade fotovoltaica e um sistema de baterias de lítio de 1.200 MWh (200 MW/6h), com investimento de US$ 306 milhões. Juntos, os projetos totalizam US$ 569 milhões e ocuparão áreas de 467 hectares e conexões dedicadas ao Sistema Elétrico Nacional.
Os projetos foram desenvolvidos pela Zelestra, cujo negócio na América Latina foi adquirido pela colombiana Promigas em maio de 2026 em uma transação de aproximadamente US$ 1,1 bilhão. A aquisição consolidou um portfólio de cerca de 3,5 GW em ativos operacionais, em construção e em desenvolvimento no Chile, Peru e Colômbia, marcando a entrada oficial da Promigas no mercado chileno e reforçando sua estratégia de expansão em geração renovável e armazenamento na região.
A construção do Monterrico Solar está programada para iniciar em 1º de dezembro de 2026, com conexão à rede prevista para junho de 2028, enquanto o Pampino terá início das obras em 1º de junho de 2028. Durante a fase de construção, os empreendimentos devem gerar emprego significativo, com picos de 800 trabalhadores no Pampino e 400 no Monterrico. Na operação, o impacto de pessoal será reduzido para médias de 7 e 10 pessoas, respectivamente, refletindo a automação dos sistemas solares e de armazenamento de energia.
A aprovação desses sistemas de armazenamento de média duração alinha-se com a necessidade global de estabilizar redes elétricas que integram fontes renováveis intermitentes. A configuração de seis horas de duração no Monterrico e a capacidade total de 2,22 GWh representam um passo concreto para a segurança energética chilena, permitindo o deslocamento de energia solar para períodos de alta demanda e contribuindo para a descarbonização do setor elétrico na América Latina.
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