YEC submete DA para projeto híbrido de 1,5 GW na Austrália Ocidental
A Yindjibarndi Energy Corporation protocolou o pedido de desenvolvimento do projeto Baru Marnda, que propõe 1 GW eólico e 500 MW solar. O passo consolida o modelo indígena após o sucesso da usina Jinbi, com PPA de 30 anos assinado, visando integrar a rede isolada do Pilbara e reduzir a dependência de gás natural.

A Yindjibarndi Energy Corporation (YEC) avançou formalmente no projeto Baru Marnda ao submeter a Development Application (DA) às autoridades da Austrália Ocidental. O empreendimento híbrido propõe uma capacidade total de 1,5 GW, composta por até 1.000 MW de geração eólica e 500 MW de energia solar, complementados por um sistema de armazenamento em bateria (BESS). A localização prevista é em Yindjibarndi Ngurra, a cerca de 55 km de Karratha, na região do Pilbara. Esta submissão marca a transição do planejamento para a avaliação regulatória, integrando estudos de impacto ambiental, cultural, visual e de transporte.
Este movimento consolida a posição da YEC como desenvolvedora viável após o fechamento financeiro da usina solar Jinbi em maio de 2026, que já iniciou obras e assinou um PPA de 30 anos com a Rio Tinto. A estrutura da YEC é distinta: uma joint venture entre a Yindjibarndi Aboriginal Corporation e a ACEN Corporation, onde a comunidade indígena detém entre 25% e 50% da equity e a titularidade primária da terra. Esse modelo garante que os benefícios econômicos permaneçam na região, estabelecendo um novo padrão para projetos em terras tradicionais.
O projeto Baru Marnda visa conectar-se ao North West Interconnected System (NWIS), a rede isolada que alimenta as operações de mineração e indústria do Pilbara. Atualmente, a região depende fortemente de gás natural, com preços voláteis. A entrada de 1,5 GW de renováveis tem potencial para estabilizar custos e reduzir a pegada de carbono das operações de ferro. A construção está estimada para começar em 2028, em etapas de três a seis anos, alinhada ao Plano de Transição Energética do Pilbara e ao corredor de transmissão de Chichester Range, embora dependa de aprovações federais sob a lei EPBC, cuja avaliação foi iniciada em julho de 2025.
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