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AnáliseProjetos

Ex-funcionários da Fortescue lançam projeto de 4 GW na Pilbara para ferro verde e data centers

A SP Energy, vinculada à Element Zero, planeja instalar 4 GW de eólica e solar na Pilbara. O projeto Wallareenya visa abastecer produção de ferro verde e data centers, utilizando financiamento por etapas. A iniciativa consolida a independência dos fundadores após o fim do litígio com a mineradora Fortescue.

26 de outubro de 2026 às 00:17Fonte oficial: RenewEconomyRedação Battery Channel
Ex-funcionários da Fortescue lançam projeto de 4 GW na Pilbara para ferro verde e data centers
Foto: RenewEconomy

Os ex-funcionários da Fortescue, que encerraram um litígio judicial no final de 2025, anunciam o projeto Wallareenya, uma usina híbrida de 4 GW na região de Pilbara, na Austrália Ocidental. Desenvolvido pela SP Energy, empresa irmã da startup de ferro verde Element Zero, o empreendimento ocupará 200 mil hectares a 30 km ao sul de Port Hedland. A estratégia busca consolidar a independência operacional da equipe liderada por Michael Masterman, Steve Nethery e Matt Edwards, aproveitando o recurso natural da região para alimentar processos eletroquímicos de alta pureza.

O desenvolvimento seguirá um modelo escalonado para mitigar riscos financeiros e operacionais. A primeira fase de 1 GW, incluindo infraestrutura de transmissão dedicada, tem meta de início de obras em 2028. As fases subsequentes, que completam os 4 GW, devem ser iniciadas antes de 2030, dependendo da confirmação de demanda e expansão da rede. O financiamento será estruturado etapa por etapa, alinhando o crescimento da geração aos contratos de compra assinados, evitando a necessidade de capital antecipado para toda a capacidade.

Além de abastecer a Element Zero, o projeto diversifica sua carteira de clientes ao incluir centros de dados. Port Hedland possui conectividade de fibra óptica com Perth e Singapura, criando oportunidades para computação em inteligência artificial e serviços digitais exportáveis. Essa abordagem transforma a usina em um hub energético regional, reduzindo a dependência exclusiva da indústria de mineração e agregando estabilidade à receita através de cargas de TI de alto valor.

O cronograma enfrenta desafios regulatórios: o projeto possui apenas aprovação para investigações iniciais e acordos preliminares com proprietários, sem aplicações completas lançadas. Isso gera risco de atrasos, especialmente considerando a complexidade logística da Pilbara. A competição direta com o Australian Renewable Energy Hub (16 GW) e outros projetos regionais indica um mercado fragmentado, onde a viabilidade econômica dependerá da interação entre atores e do compartilhamento de infraestrutura de transmissão.

A narrativa de superação da Fortescue é forte, pois os fundadores, antes acusados de roubo de propriedade intelectual, agora lançam um projeto que compete diretamente com a infraestrutura energética da gigante mineradora. Enquanto a Fortescue tenta integrar sua cadeia de valor, a Element Zero e a SP Energy se posicionam como fornecedores externos independentes. Isso estabelece um precedente de desacoplamento entre tecnologia de descarbonização e grandes mineradores, encorajando outros spin-offs a buscar autonomia.

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