Índia enfrenta crise de aquisição de terras que atrasa projetos de energia renovável
Relatório da Mercom India indica que a fragmentação fundiária e restrições regulatórias estendem prazos de 24 meses na Índia. O custo elevado e a lentidão complicam a execução de usinas solares, eólicas e de armazenamento, desafiando as metas nacionais de expansão da matriz limpa.

Um relatório recente da Mercom India alerta para uma crise aprofundada na aquisição de terras para projetos de energia renovável no país asiático. A fragmentação da propriedade fundiária, combinada com custos crescentes e restrições regulatórias rigorosas, está criando gargalos significativos. Em alguns estados, os prazos para garantir terras prontas para instalação e conversão de uso podem chegar a 24 meses, um atraso crítico que impacta diretamente o cronograma de implementação das metas energéticas.
Esses atrasos prolongados estão elevando substancialmente os custos dos projetos, complicando a execução não apenas de usinas solares e eólicas, mas também de instalações híbridas e sistemas de armazenamento em bateria. As limitações na transmissão de energia somam-se às dificuldades logísticas, criando um cenário desafiador para os desenvolvedores. A crise de terra torna-se, assim, um obstáculo central para a escalabilidade da infraestrutura de energia limpa na Índia, exigindo novas estratégias de gestão fundiária.
A complexidade do processo de aquisição reflete tensões mais amplas entre o desenvolvimento rápido de energias limpas e a governança local do uso do solo. Sem agilizar as conversões e reduzir a burocracia, o setor corre o risco de perder investimentos e atrasar a transição energética pretendida. O caso indiano serve como alerta para outros mercados emergentes onde a infraestrutura de apoio e a segurança jurídica fundiária ainda estão em consolidação, demonstrando que a tecnologia sozinha não basta sem acesso garantido ao recurso territorial.
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