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Índia enfrenta crise de aquisição de terras que atrasa projetos de energia renovável

Relatório da Mercom India indica que a fragmentação fundiária e restrições regulatórias estendem prazos de 24 meses na Índia. O custo elevado e a lentidão complicam a execução de usinas solares, eólicas e de armazenamento, desafiando as metas nacionais de expansão da matriz limpa.

3 de novembro de 2026 às 09:25Fonte oficial: Mercom IndiaRedação Battery Channel
Índia enfrenta crise de aquisição de terras que atrasa projetos de energia renovável
Foto: Mercom India

Um relatório recente da Mercom India alerta para uma crise aprofundada na aquisição de terras para projetos de energia renovável no país asiático. A fragmentação da propriedade fundiária, combinada com custos crescentes e restrições regulatórias rigorosas, está criando gargalos significativos. Em alguns estados, os prazos para garantir terras prontas para instalação e conversão de uso podem chegar a 24 meses, um atraso crítico que impacta diretamente o cronograma de implementação das metas energéticas.

Esses atrasos prolongados estão elevando substancialmente os custos dos projetos, complicando a execução não apenas de usinas solares e eólicas, mas também de instalações híbridas e sistemas de armazenamento em bateria. As limitações na transmissão de energia somam-se às dificuldades logísticas, criando um cenário desafiador para os desenvolvedores. A crise de terra torna-se, assim, um obstáculo central para a escalabilidade da infraestrutura de energia limpa na Índia, exigindo novas estratégias de gestão fundiária.

A complexidade do processo de aquisição reflete tensões mais amplas entre o desenvolvimento rápido de energias limpas e a governança local do uso do solo. Sem agilizar as conversões e reduzir a burocracia, o setor corre o risco de perder investimentos e atrasar a transição energética pretendida. O caso indiano serve como alerta para outros mercados emergentes onde a infraestrutura de apoio e a segurança jurídica fundiária ainda estão em consolidação, demonstrando que a tecnologia sozinha não basta sem acesso garantido ao recurso territorial.

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