Geração solar global supera nuclear pela primeira vez em 2025, aponta WNISR
Relatório WNISR 2026 mostra que a geração solar global superou a nuclear pela primeira vez em 2025. No ano, foram conectados 104 GW de potência e 257 GWh de capacidade em baterias em escala de rede; a queda dos custos pode sustentar a expansão da fotovoltaica.

A geração solar global superou a nuclear pela primeira vez em 2025, segundo o World Nuclear Industry Status Report (WNISR) 2026, divulgado hoje. De março de 2025 a junho de 2026, a geração solar ou eólica individualmente superou a nuclear em todos os meses; em março, abril e maio de 2026, as duas fontes renováveis ficaram simultaneamente acima da energia nuclear. O relatório atribui parte desse avanço à expansão acelerada do armazenamento em baterias.
Em capacidade, a expansão solar em 2025 foi de 510 GW, para 2.383 GW, alta de 27% sobre 2024; a eólica somou recorde de 159 GW e atingiu 1.291 GW. A capacidade nuclear instalada subiu apenas 1,5 GW, a 399,5 GW, e a capacidade em operação recuou 0,5 GW, para 368,6 GW. O WNISR usa estimativas conservadoras para a fotovoltaica: dados da IEA PVPS apontam adições globais de cerca de 690 GW em 2025, aproximadamente 180 GW a mais, o que amplia ainda mais a distância entre as duas fontes.
O armazenamento em escala de rede acelerou em 2025: foram conectados 104 GW de potência e 257 GWh de capacidade em baterias no ano. Mais de 78% da capacidade acumulada de BESS foi instalada entre 2023 e 2025. O WNISR identifica a queda dos custos de baterias como possível viabilizador da continuidade da expansão solar, sobretudo em redes com volumes crescentes de geração variável e períodos de preços baixos ou negativos.
Enquanto isso, a geração nuclear global atingiu 2.703 TWh em 2025, alta de 1,1%, puxada pela China (+7,6%); fora do país, houve queda de 0,2% e o nível segue abaixo de 2006. A fatia nuclear na eletricidade mundial caiu para 8,8%, menor nível em quatro décadas e meia e cerca da metade do pico de 17,5% em 1996. O relatório aponta lentidão, prazos longos de construção e implantação limitada de reatores modulares pequenos (SMRs), em contraste com a rápida expansão de renováveis e baterias.
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