GM Ventures lidera aporte de US$ 108 mi na Peak Energy para escalar baterias de sódio
A Peak Energy fechou rodada de Série B liderada pela GM Ventures para financiar fábrica de 4 GWh em Sacramento e cumprir order book de US$ 1 bilhão. O foco é o mercado de data centers e armazenamento estacionário, com início de produção local previsto para 2027, reduzindo dependência de células chinesas.

A startup americana Peak Energy anunciou o fechamento de uma rodada de Série B no valor de US$ 108 milhões, liderada pela GM Ventures, com participação de investidores como Maverick Silicon, Infinite Capital, Eclipse, Xora Innovation e LG Technology Ventures. Este aporte sucede a rodada de Série A de US$ 55 milhões realizada em 2024. O capital será destinado ao escalonamento da manufatura doméstica de baterias de íons de sódio e ao lançamento de sistemas com resfriamento passivo no competitivo mercado de data centers.
A empresa não divulgou sua avaliação nem o valor específico da contribuição da GM, mas reforçou que o investimento visa acelerar a entrega de soluções de armazenamento mais seguras e economicamente viáveis. Com um order book superior a US$ 1 bilhão, a Peak Energy busca consolidar sua posição na cadeia de suprimentos de energia. Entre os contratos destacados, há um acordo faseado com a Jupiter Power para até 4,75 GWh entre 2027 e 2030, além de um acordo definitivo de fornecimento de 1,5 GWh com a Energy Vault para sistemas em data centers de IA.
A fabricante afirma que sua tecnologia, que elimina a necessidade de resfriamento ativo, pode reduzir custos energéticos em até 20% em comparação com soluções convencionais de lítio, embora esses dados ainda não tenham sido verificados independentemente por terceiros. A produção local deve começar no primeiro trimestre de 2027 na fábrica de Sacramento, Califórnia, projetada para 4 GWh anuais e com CAPEX de cerca de US$ 71 milhões.
Até lá, a empresa depende de células fabricadas na China, montadas em Burlingame, Califórnia. A parceria tecnológica com a GM, que inclui co-desenvolvimento de células nos laboratórios do Michigan, visa mitigar riscos de suprimento e acelerar a maturidade da tecnologia. A participação da montadora sinaliza uma estratégia mais ampla de garantir estabilidade na rede elétrica, essencial para a eletrificação dos transportes e a expansão da infraestrutura de carga.
A validação institucional da tecnologia de íons de sódio ganha força com a entrada de grandes players e utilities, como demonstrado pelo piloto com a RWE no mercado MISO e pelas operações iniciais no Colorado. Em julho de 2025, a empresa revelou seu primeiro sistema em escala de rede no Colorado, operando desde setembro com nove utilities e produtores independentes de energia. Enquanto a indústria de baterias de lítio enfrenta volatilidade de preços e preocupações com segurança, a Peak Energy posiciona o sódio como uma alternativa abundante e doméstica.
No entanto, a transição para a manufatura completa nos EUA enfrenta o desafio logístico de manter a entrega dos contratos atuais durante a fase de ramp-up da nova planta, um risco operacional que os investidores monitoram de perto.
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