Helapco projeta 8,6 GW de baterias na Grécia até 2030; Aurora vê 4 GW a 5 GW
Projeções apresentadas em conferência em Atenas divergem: a associação solar grega aposta em 8,6 GW de armazenamento até 2030, enquanto a consultoria Aurora Energy Research estima entre 4 GW e 5 GW, puxados por baterias standalone e híbridas.
As projeções para o mercado grego de armazenamento em baterias até 2030 variam quase o dobro, dependendo de quem faz a conta. Em conferência da Solarplaza realizada na semana passada em Atenas, a associação solar Helapco estimou que a Grécia pode instalar 8,6 GW de capacidade, enquanto a consultoria Aurora Energy Research projeta algo entre 4 GW e 5 GW.
A Aurora calcula que os primeiros sistemas a operar serão os 900 MW selecionados em leilões anteriores: 711 MW de baterias de duas horas e 189 MW de quatro horas, com subsídio estatal. Cerca de 400 MW já estão conectados e a totalidade deve operar até o fim de 2026. Há ainda 100 MW de baterias de pequena escala ligadas a autoconsumo fotovoltaico, incluindo net metering, já em operação. O grosso da capacidade adicional, entre 3 GW e 4 GW, deve ser instalado entre 2027 e 2030, com baterias standalone merchant e híbridas com solar.
O governo grego mantém um programa de 4,7 GW de baterias: 3,8 GW para conexão na transmissão e 900 MW na distribuição, com pedidos de licenciamento já abertos. O Ministério do Meio Ambiente e Energia publicou recentemente lista de 209 projetos que receberão financiamento para baterias associadas a projetos solares de pequenas, médias e grandes empresas, com o objetivo de aumentar o autoconsumo. As regras das categorias 11A, 11B e 11C, anunciadas há poucos meses, definem como as baterias podem carregar e descarregar em sistemas híbridos e são cruciais para os modelos de negócio dos desenvolvedores, segundo a Aurora.
Uma bateria standalone de duas horas entrando em operação comercial em 2027, operando em base merchant com 1,5 ciclos de carga-descarga por dia, teria TIR entre 9% e pouco menos de 12%, projeta a Aurora. Já projetos híbridos fotovoltaico+armazenamento superariam 11% de TIR, independentemente de configuração, ano de entrada em operação, duração da bateria ou estratégia de ciclagem.
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