Hungria propõe HUF 600 bi para retrofit residencial com solar e bombas de calor em 2027
Governo húngaro anuncia programa orçamentário para 2027 que oferece subsídios não reembolsáveis e empréstimos subsidiados para eficiência energética. O pacote visa cobrir até 95% dos custos de instalações solares e térmicas em 120 mil famílias até 2030, dependendo da aprovação parlamentar.

O Ministério da Economia e Energia da Hungria apresentou uma proposta orçamentária robusta para 2027, alocando HUF 600 bilhões (aproximadamente USD 1,83 bilhão) para um programa de retrofit residencial, conforme relatado pela pv magazine. A iniciativa combina subsídios não reembolsáveis com empréstimos de juros subsidiados, permitindo que proprietários cubram até 95% dos custos elegíveis. Os tetos de financiamento são definidos em HUF 15,5 milhões por residência individual e HUF 5,2 milhões por unidade em condomínios, focando em medidas como isolamento térmico, instalação de bombas de calor, sistemas fotovoltaicos, iluminação moderna e substituição de janelas e portas.
A meta do programa é renovar 15.000 casas e 15.000 condomínios anualmente, alcançando 120.000 famílias até o final da década. A Associação Húngara de Células Solares (MNNSZ) destaca que, sob o regime vigente de 'gross billing' para novas conexões solares, o autoconsumo local via bombas de calor ou armazenamento se torna essencial para a viabilidade econômica dos projetos. Essa estrutura incentiva a adoção de sistemas híbridos, alinhando os incentivos fiscais à necessidade de estabilidade na rede elétrica, já que a venda de excedentes sem consumo próprio perde atratividade.
A implementação do plano está condicionada à aprovação do Orçamento de 2027 pelo parlamento e à publicação subsequente da legislação secundária que detalhará os critérios de elegibilidade e os editais. Enquanto isso, o programa anterior de subsídios para baterias residenciais, que oferece até HUF 2,5 milhões por lares, encerra em outubro de 2026. Especialistas alertam que há uma janela de transição crítica, onde investidores e proprietários devem decidir entre concluir projetos sob as regras atuais ou aguardar a definição das novas diretrizes, enfrentando riscos regulatórios e de execução devido à incerteza sobre os detalhes finais do pacote.
O setor de construção e energia espera receber estimativas de HUF 1,1 trilhão em novos pedidos, sinalizando um estímulo macroeconômico significativo. A Hungria, que adicionou 1,1 GW de capacidade solar em 2025, totalizando mais de 8,3 GW, busca integrar essa expansão com upgrades na infraestrutura de distribuição. O pacote mais amplo de HUF 868 bilhões inclui também investimentos em redes, energia eólica, geotérmica e armazenamento, com planos para construir 3 GW de capacidade de armazenamento até 2030, reforçando a posição do país na transição energética europeia.
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