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Indonésia: Prabowo ordena reforma da PT PLN para viabilizar meta de 100 GW de solar

O presidente Prabowo Subianto determinou uma transformação estrutural na estatal PT PLN, focada em eficiência e redução de subsídios. A medida visa assegurar a execução do ambicioso programa de 100 GW de energia solar em três anos, exigindo mudança de modelo de negócio e modernização da rede.

19 de outubro de 2026 às 07:11Fonte oficial: pv magazineRedação Battery Channel
Indonésia: Prabowo ordena reforma da PT PLN para viabilizar meta de 100 GW de solar
Foto: pv magazine

O presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, ordenou uma reforma abrangente da estatal de energia PT PLN durante reunião com ministros e representantes do setor na última semana. O objetivo central é transformar o modelo de negócios da empresa para aumentar a eficiência e a produtividade, reduzindo a dependência crônica de subsídios governamentais. Rosan Roeslani, chefe do Conselho de Coordenação de Investimentos, confirmou que um plano de transformação está sendo preparado para apresentação ao chefe de Estado, visando sanar os déficits financeiros e operacionais que têm pressionado o setor elétrico nacional.

A decisão coincide com a nomeação de Suroso Isnandar como novo diretor-presidente da PT PLN, que assume a responsabilidade direta pela execução da mudança. O contexto é marcado por interrupções no suprimento e apagões recentes em várias regiões, além da pressão financeira causada pela manutenção de ativos de carvão e compensações estatais. A reforma busca adaptar a estatal para suportar a aceleração do programa bandeira de implantação de 100 GW de capacidade solar nos próximos três anos, meta estabelecida oficialmente em agosto de 2026.

Segundo o Instituto de Reforma dos Serviços Essenciais (IESR), a nova liderança deve mudar o foco da PT PLN de uma empresa dependente da venda de volume de eletricidade para um provedor moderno de serviços do sistema elétrico. O modelo proposto avalia a performance com base na confiabilidade da rede, integração de renováveis e qualidade do serviço. Essa transição é considerada urgente para evitar custos insustentáveis diante da descentralização gerada pela energia solar distribuída, eletrificação dos transportes e expansão da indústria, exigindo uma redefinição clara das métricas de receita e desempenho da estatal.

A transformação implica abrir espaço para maior participação privada, governos locais e comunidades na geração e armazenamento de energia, rompendo parcialmente o monopólio estatal tradicional. O IESR destaca que a viabilidade do programa de 100 GW depende de reformas na contratação, modernização da rede e investimento em armazenamento, além da redução gradual de ativos de carvão. Sem essa modernização, a PT PLN corre o risco de ver seus custos operacionais disparar, ameaçando a estabilidade financeira do setor e a confiabilidade do fornecimento de energia em todo o país.

A velocidade de implementação do plano será crucial, pois a meta de três anos impõe pressão temporal extrema sobre a infraestrutura existente. A nova administração da PT PLN terá o desafio delicado de equilibrar a necessidade de reduzir subsídios imediatos com a obrigação de manter tarifas acessíveis, evitando reações sociais enquanto executa uma das maiores transições energéticas da Ásia-Pacífico.

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