Itália: liderança e decisões iniciais definem a segurança energética, não só megawatts
Painel na Itália destaca que a mudança regulatória de setembro de 2026 exige equipes multidisciplinares. Especialistas alertam que atalhos iniciais geram custos operacionais futuros, tornando a governança humana crucial para a transição.
Desde setembro de 2026, a Itália prioriza a autorização sobre a ordem de chegada na fila de conexão. Com mais de 300 GW solicitados, quatro vezes o previsto até 2030, a regra exige agilidade. Letizia Petracci, da Starlight Energy, afirma que o risco de custos irrecuperáveis migrou para o desenvolvedor, exigindo decisões rigorosas e antecipadas sobre a viabilidade real dos ativos.
David Moser, do Becquerel Institute, alerta que atalhos na fase inicial, feitos para cumprir metas de pipeline, geram degradação e subperformance em oito a dez anos. Como plantas solares operam por décadas, a qualidade da engenharia é vital. Maria Sabella, da Enlight Energy, reforça que a continuidade operacional depende de liderança que preserve a memória técnica e evite a perda de expertise.
A segurança energética também depende de cultura organizacional. Domenico Biasi, da Sonnedix, defende equipes multidisciplinares para integrar riscos financeiros e regulatórios. Angelica Almi destaca a necessidade de dar responsabilidade a jovens profissionais. A ênfase está em construir organizações inclusivas que permitam decisões informadas e respaldadas desde o início.
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