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AnáliseFabricantes

Maxxen inicia produção de BESS na Turquia com células da Hithium e estoque estratégico

A Maxxen Energy inaugurou sua fábrica de armazenamento em larga escala em Aydın, na Turquia, com capacidade de 5 GWh/ano. A unidade monta contêineres com células chinesas da Hithium, mantendo estoque local para entregas rápidas na Europa e buscando mitigar riscos logísticos e regulatórios.

14 de outubro de 2026 às 11:15Fonte oficial: pv magazine BrasilRedação Battery Channel
Maxxen inicia produção de BESS na Turquia com células da Hithium e estoque estratégico
Foto: pv magazine Brasil

A Maxxen Energy, subsidiária da turca Kontek Energy, iniciou operações em 2026 em sua fábrica de 20 mil m² em Aydın, na Turquia, dedicada a sistemas de armazenamento em larga escala (BESS). Com investimento de US$ 35 milhões e certificação LEED, a planta possui capacidade nominal de 5 GWh anuais, embora a utilização atual esteja em 1,5 GWh. A unidade produz o contêiner DC Box de 5 MWh e estações de média tensão, atendendo a projetos na Europa e no Oriente Médio com foco em agilidade de entrega e conformidade europeia.

A estratégia de suprimentos da Maxxen baseia-se num acordo técnico e comercial com a fabricante chinesa Hithium, que fornece as células de fosfato de ferro-lítio (LFP) de 314 Ah. Não há participação societária cruzada, mas a integração é profunda, com a Maxxen realizando a montagem automatizada na Turquia. Até o final de 2027, a fábrica planeja transicionar para células de 587 Ah, aumentando a densidade energética e reduzindo a complexidade do gerenciamento de bateria (BMS), alinhando-se às tendências globais de redução de custos em BESS.

Para mitigar os riscos logísticos associados ao transporte marítimo asiático, como os desvios pelo mar Vermelho, a Maxxen mantém um estoque de segurança de 200 a 250 MWh na própria fábrica. Isso permite entregas por caminhão em uma a duas semanas para destinos na Europa continental, incluindo Alemanha e Espanha. Nos nove primeiros meses de 2026, a empresa entregou 664 MWh para 21 projetos, com cartas de intenção adicionais para 4 GWh nos próximos meses.

A análise setorial destaca que o modelo híbrido de montagem europeia com células chinesas oferece agilidade, mas expõe a Maxxen a potenciais riscos regulatórios futuros na Europa, onde normas de origem e resiliência da cadeia de suprimentos estão se endurecendo. A subutilização inicial da capacidade indica que a escala de produção ainda está em fase de consolidação, enquanto a certificação ISO 27001 em cibersegurança posiciona a empresa como segura para infraestruturas críticas, atendendo às exigências da diretiva NIS2 da União Europeia.

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