França flexibiliza conexão de rede para projetos solares com armazenamento até 25 MW
O governo francês planeja permitir que projetos híbridos de solar e baterias com capacidade instalada de até 25 MW se conectem à rede, desde que a injeção máxima não ultrapasse 17 MW. A medida visa acelerar a eletrificação e melhorar a flexibilidade da demanda, alinhando-se a iniciativas mais amplas de gestão inteligente de energia.
A França está simplificando as regras de conexão à rede para instalações fotovoltaicas combinadas com sistemas de armazenamento de energia em bateria. O governo anunciou que, até o final de 2026, projetos com capacidade instalada de até 25 MW poderão se beneficiar de uma isenção do limite atual de conexão de 17 MW, desde que a potência máxima injetada na rede não exceda esse valor. Essa flexibilização tem como objetivo facilitar a integração de projetos híbridos de energia renovável, permitindo maior armazenamento local sem aumentar a carga percebida pela infraestrutura de transmissão.
Essa decisão faz parte de uma iniciativa governamental mais ampla para acelerar a eletrificação da economia e aprimorar a flexibilidade da demanda de eletricidade. O plano inclui tornar os subsídios para bombas de calor condicionais à capacidade de controle inteligente a partir de 2027, além de incentivar o uso de medidores inteligentes Linky para gerenciar o consumo residencial. O regulador de energia, CRE, também está desenvolvendo novos produtos de fornecimento para incentivar o consumo durante os picos de geração solar, promovendo uma gestão mais eficiente dos recursos energéticos disponíveis no país.
O setor privado francês também se mobiliza para apoiar essas metas de flexibilidade até 2030. Empresas como a EDF, Neoen e NW Group anunciaram compromissos significativos para expandir a capacidade de gestão de demanda e armazenamento. A EDF planeja introduzir sistemas de controle remoto em cinco milhões de residências, enquanto a NW Group investirá um bilhão de euros para adicionar 1,5 GW de capacidade à sua plataforma. Essas ações conjuntas visam reduzir custos energéticos e otimizar o uso da infraestrutura existente, alinhando os interesses industriais com as políticas públicas de transição energética.
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