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AnáliseTecnologia

Pack de íons de sódio emite 24,9% menos CO₂e que LFP na produção, aponta estudo

Pesquisadores chineses calcularam 56,8 kg de CO₂e por kWh para packs de sódio com óxido em camadas, contra 75,5 kg do LFP, com dados de fábricas em escala GWh. Estudo europeu de 2025 havia apontado vantagem para o LFP em células, mas as métricas não são comparáveis.

29 de setembro de 2026 às 11:22Fonte oficial: pv magazineRedação Battery Channel
Pack de íons de sódio emite 24,9% menos CO₂e que LFP na produção, aponta estudo
Foto: pv magazine

Um estudo publicado na Environmental Impact Assessment Review, com dados de inventário coletados diretamente em fábricas chinesas de escala gigawatt-hora, aponta que produzir 1 kWh de pack de íons de sódio com cátodo de óxido em camadas gera 56,8 kg de CO₂ equivalente, 24,9% menos que os 75,5 kg de um pack LFP equivalente. No ciclo do berço ao portão da fábrica, o impacto ambiental total do pack de sódio é 27,3% menor, segundo os autores.

O resultado inverte o de uma avaliação europeia de 2025 conduzida por pesquisadores do Fraunhofer e da RWTH Aachen, também baseada em dados primários de fábrica. Naquele estudo, as células de íons de sódio com óxido em camadas registraram de 75 kg a 87 kg de CO₂ equivalente por kWh, contra 59 kg a 70 kg das células LFP; como mediu células, e não packs, os números não são diretamente comparáveis. Os autores chineses apontam que os estudos anteriores de Peters et al. (2016) e Guo et al. (2023) acharam pegada levemente superior por usarem dados de escala laboratorial e bases de dados europeias padrão.

Para as duas químicas, a maior parte das emissões vem da eletricidade usada na manufatura, reflexo da matriz chinesa dominada por carvão. Os pesquisadores avaliam que a pegada do sódio pode cair ainda mais com otimização de processos e energia mais limpa, enquanto os fabricantes de LFP deveriam focar em substituição de matérias-primas e menor uso de material. Um cenário modelado no estudo projeta que a adoção mais ampla do sódio evitaria 147 milhões de toneladas de CO₂ equivalente em 2035.

Como ambas as avaliações param no portão da fábrica, nenhuma leva em conta a vida útil nem a energia entregue ao longo do ciclo, o que restringe a comparação aos impactos de manufatura. Os dois estudos cobrem apenas cátodos de óxido em camadas; a HiNa Battery usa esse tipo de material, mas a célula de armazenamento de 785 Ah da Hithium, por exemplo, tem cátodo de pirofosfato de ferro e sódio, fora do escopo analisado.

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