Espanha testa agrivoltaica de baixa altura em vinhas com ganho de eficiência
Estudo na Espanha valida sistemas fotovoltaicos verticais e baixos em vinhedos, gerando energia sem prejudicar a produção. O índice de equivalência de terra variou de 1,16 a 1,53, comprovando ganhos reais de uso do solo.

Pesquisadores da Politécnica de Cartagena e do Imida testaram sistemas agrivoltaicos de baixa altura em três vinhedos comerciais no sudeste da Espanha: Bodegas San Isidro, Bodegas Carchelo e Bodegas Evine. A instalação vertical e próxima ao solo visa reduzir custos estruturais e o impacto visual, além de evitar a interferência nas máquinas agrícolas. O estudo avaliou o desempenho durante a safra de 2024 e monitorou a geração elétrica por 14 meses, priorizando a integridade agronômica da cultura sobre a produção máxima de energia.
Os resultados indicam que a produção de uvas não foi afetada negativamente, com parâmetros como teor de açúcar e acidez mantidos em níveis adequados. O índice de equivalência de terra (LER) variou de 1,16 a 1,53, superando a unidade e confirmando a eficiência no uso do solo. O sistema bifacial vertical em Bodegas San Isidro obteve a maior geração estimada, com 555.905 kWh/ha, seguido pelo sistema em Bodegas Evine e pelo estilo veneziano em Bodegas Carchelo, enquanto a estrutura utilizou entre 141 e 161 kg de aço por kWp.
A pesquisa, publicada na Renewable Energy Focus, sugere que o aumento da densidade de instalação em vinhedos de condução baixa pode elevar o LER para 1,95, aproximando-se da capacidade de usinas convencionais. Essa abordagem permite a coexistência da geração renovável com a viticultura tradicional, oferecendo uma solução escalável que preserva as rotinas operacionais e otimiza o rendimento energético por hectare sem expansão territorial.
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