Estudo da Greener aponta alta de 7% no preço médio de sistemas solares de até 300 kW no 1º semestre
Estudo estratégico Distributed Energy Solutions, da Greener, aponta que o preço médio de sistemas fotovoltaicos de até 300 kW subiu 7% no primeiro semestre de 2026, com faixa de R$ 2,02/W a R$ 3,62/W. Kits de 4 kW avançaram 18,3%, enquanto novas conexões caíram 16%.

O preço médio dos sistemas fotovoltaicos de até 300 kW no Brasil subiu 7% entre janeiro e junho de 2026, aponta o estudo estratégico “Distributed Energy Solutions”, da Greener. A faixa de preços finais ficou entre R$ 2,02/W, para instalações de 30 kW e 50 kW, e R$ 3,62/W, para sistemas de 2 kW. A alta refletiu o encarecimento dos equipamentos, em especial nos kits de menor potência, enquanto a geração distribuída perdeu ritmo e o uso de financiamento recuou ao menor nível do período analisado.
O levantamento considera o preço final do sistema, incluindo o kit de equipamentos e os serviços de integração. Os custos dos kits partem de mapeamento de preços e consultas a distribuidores; os preços finais são coletados junto a integradores de todo o Brasil. A diferença entre os dois representa o custo de integração, que embute a margem técnica e operacional do integrador. No segmento de 2 kW, o preço médio passou de R$ 3,44/W em janeiro para R$ 3,62/W em junho, o equivalente a um sistema de aproximadamente R$ 7,2 mil. Já os sistemas de 30 kW e 50 kW registraram o menor preço por watt, de R$ 2,02/W, correspondendo a investimentos totais de cerca de R$ 60,6 mil e R$ 101 mil, respectivamente. Um sistema de 300 kW, por sua vez, teve preço médio de R$ 2,40/W, em torno de R$ 720 mil; na versão de solo, cerca de R$ 834 mil.
Os kits fotovoltaicos subiram mais que o preço final. No segmento de 4 kW, o preço médio do kit avançou 18,3% entre janeiro e junho de 2026, de R$ 1,42/W para R$ 1,68/W. Para sistemas de 300 kW, a alta foi de 2,0%, de R$ 1,02/W para R$ 1,04/W; para 50 kW, de 8,8%, de R$ 1,14/W para R$ 1,24/W. Apesar da alta recente, os preços atuais seguem bem abaixo dos níveis dos primeiros anos da geração distribuída no país: um sistema residencial de 4 kW caiu de R$ 7,74/W em janeiro de 2017 para R$ 2,91/W em junho de 2026; um sistema comercial de 50 kW recuou de R$ 6,06/W para R$ 2,02/W no mesmo período.
O movimento de preços ocorre em um mercado distribuído que perdeu fôlego no primeiro semestre de 2026. As novas conexões caíram 16% ante o mesmo período de 2025, de 488 mil para 411 mil, e o número de novas unidades consumidoras que passaram a receber créditos recuou 43%, de 951 mil para 541 mil. Ao mesmo tempo, o segmento residencial ampliou participação: respondeu por 65% da capacidade adicionada no semestre, ante 39% em 2019; a fatia comercial caiu para 19%.
Tags
Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar.
Receba o essencial do setor de energia
Os principais fatos que afetam preço, regulação, geração e combustíveis — todo dia ao meio-dia, no seu e-mail.
Como esta matéria foi produzida: apurada a partir da fonte oficial citada e de documentos primários, com verificação de números, datas e prazos antes da publicação, seguindo a nossa Política Editorial — que inclui o uso de tecnologia própria na apuração. Viu algo a corrigir? Fale com a redação.