Snowy 2.0 na Austrália: custo sobe para AUD 25 bi com fim do contrato de preço fixo
A estimativa de custos da usina de bombeamento Snowy 2.0 foi revisada para AUD 22,5-25 bilhões. A Snowy Hydro abandonou o contrato de preço fixo para evitar passivos legais, enquanto a obra avança na montagem da usina subterrânea com previsão de operação em 2029.

A Future Generation Joint Venture (FGJV), contratante principal do projeto Snowy 2.0, atualizou a estimativa de custos para uma faixa entre AUD 22,5 bilhões e AUD 25 bilhões. O aumento reflete subestimativas de escopo, complexidade construtiva e inflação global de insumos, superando as reservas definidas no reset contratual de 2023. A obra, inicialmente projetada para custar AUD 2 bilhões em 2017, acumula um encarecimento superior a dez vezes desde sua concepção.
Para mitigar riscos financeiros, a Snowy Hydro encerrou o regime de contrato de preço fixo, protegendo-se de potenciais reivindicações bilionárias da contratante. O novo modelo inclui um escritório de controle de projeto dedicado ao monitoramento rigoroso de dados e produtividade. Essa mudança visa garantir transparência nos custos reais, embora o investimento total tenha se elevado significativamente, alterando a dinâmica de responsabilidade financeira na obra.
A usina de 2,2 GW e 350 GWh de armazenamento está em fase de transição para a montagem física da central subterrânea, com cavernas 90% concluídas e túneis em 65%. As seis turbinas reversíveis da Voith Hydro já chegaram à Austrália e a instalação de componentes críticos, como transformadores de alta tensão, deve avançar. O comissionamento permanece previsto para 2029, com o complexo projetado para operar até 2176, assegurando estabilidade à rede elétrica australiana.
Tags
Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar.
Receba o essencial do setor de energia
Os principais fatos que afetam preço, regulação, geração e combustíveis — todo dia ao meio-dia, no seu e-mail.
Como esta matéria foi produzida: apurada a partir da fonte oficial citada e de documentos primários, com verificação de números, datas e prazos antes da publicação, seguindo a nossa Política Editorial — que inclui o uso de tecnologia própria na apuração. Viu algo a corrigir? Fale com a redação.