Solar residencial nos EUA sobe 3,2% com fim do crédito fiscal e expansão de TPO
Preços médios atingiram US$ 2,57/W no primeiro semestre de 2026. A expiração do crédito fiscal federal impulsionou a adoção de propriedade de terceiros (TPO) para acessar incentivos comerciais, enquanto custos de mão de obra e baterias pressionam margens e reduzem a taxa de adesão ao armazenamento.

Os preços médios da energia solar residencial nos EUA subiram 3,2% no primeiro semestre de 2026, atingindo US$ 2,57 por watt, conforme relatório da EnergySage. O aumento reflete a nova realidade econômica pós-expiração do crédito fiscal federal de 30% em dezembro de 2025. Para um sistema padrão de 12 kW, o custo inicial chegou a US$ 30.712 antes de incentivos, elevando o período de retorno estimado de 10,1 para 10,9 anos.
A alta foi impulsionada pelo encarecimento da mão de obra, que representa 22% do custo total, e pela pressão sobre as margens dos instaladores após a corrida para concluir obras antes do fim do ano anterior. O relatório destaca que mudanças metodológicas na EnergySage também contribuíram para o aumento calculado do período de retorno, um detalhe importante para a interpretação dos dados financeiros.
Diante da restrição fiscal, a indústria migrou aceleradamente para modelos de propriedade de terceiros (TPO). A parcela de instaladores oferecendo TPO na plataforma EnergySage saltou de 14% para 41% entre janeiro e junho. Esse modelo permite que projetos acessem incentivos fiscais comerciais válidos até 2027, contornando a limitação do crédito residencial.
PPAs e leases pré-pagos emergiram como alternativas competitivas, oferecendo custos efetivos por kWh significativamente menores que a compra à vista. No entanto, a análise de longo prazo desses contratos ainda está em formação. A EnergySage alerta que as economias associadas a essas novas ofertas pré-pagas ainda não foram totalmente estabelecidas, apresentando incertezas sobre a estabilidade financeira futura.
O mercado de equipamentos também se fragmentou para mitigar riscos geopolíticos. Qcells e Hyundai empataram com 18% de participação em módulos, superando a REC, que caiu para 17%. Enquanto isso, o interesse em baterias atingiu 76% dos compradores, mas a taxa de adesão caiu de 39% para 31% devido aos preços elevados, que subiram 5% para US$ 1.130 por kWh.
A Tesla mantém liderança em armazenamento, mas a Enphase cresce rapidamente. Disparidades regionais persistem, destacando o peso dos fatores locais na acessibilidade real da energia limpa, embora a concentração de preços indique um mercado mais maduro, com a lacuna entre cotações altas e baixas estreitando.
Instaladores buscam diversificar receitas, com 58% planejando expansão para serviços adjacentes como carregamento de VE e HVAC nos próximos três anos. Essa estratégia visa manter a competitividade em um cenário sem subsídios federais diretos ao consumidor. A adaptação a novos modelos de financiamento e a gestão rigorosa de custos tornaram-se essenciais para a sobrevivência do setor residencial.
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