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AnáliseFabricantes

Solarworld ativa linha de BESS de 3,6 GWh na Índia e planeja fábrica de células com Rays Power

A Solarworld Energy Solutions comissionou uma unidade automatizada de baterias em Roorkee e fechou joint venture para produzir 2,4 GW de células solares. A estratégia visa atender à demanda de armazenamento e reduzir dependência de importações no setor.

1 de outubro de 2026 às 05:25Fonte oficial: Mercom IndiaRedação Battery Channel

A Solarworld Energy Solutions deu um passo estratégico na consolidação de sua cadeia de valor ao comissionar uma linha de manufatura automatizada de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) com capacidade de 3,6 GWh. Localizada em Roorkee, Uttarakhand, a instalação utiliza robôs KUKA em toda a linha de produção para garantir consistência em escala e reduzir variáveis humanas no processo.

A arquitetura do sistema prioriza o resfriamento líquido, uma escolha técnica crítica para gerenciar a térmica e a segurança das baterias em aplicações de grande porte, tanto em unidades comerciais e industriais quanto em sistemas containerizados para a rede elétrica. Essa abordagem busca maximizar a vida útil das baterias e a segurança em escala de rede.

Além do armazenamento, a empresa está avançando na integração vertical para reduzir a dependência de insumos importados. A Solarworld firmou uma joint venture com a Rays Power Infra para a construção de uma fábrica de células solares com capacidade de 2,4 GW em Narmadapuram, Madhya Pradesh. A produção comercial dessa unidade está prevista para junho de 2027.

Essa expansão é fundamental para que a empresa possa suprir seus módulos com células fabricadas domesticamente, alinhando-se às exigências regulatórias indianas e fortalecendo a soberania industrial do país em um dos elos mais críticos da cadeia de suprimentos fotovoltaicos.

O movimento ocorre em um contexto de forte pressão regulatória na Índia. O Ministério de Energia Renovável (MNRE) estendeu o quadro ALMM para células a partir de junho de 2026. A empresa destaca que a confiabilidade é incorporada desde o processo de manufatura, com testes de estresse e conformidade com normas BIS, IEC e ALMM antes da expedição.

No âmbito tecnológico, a Solarworld mantém seu foco na tecnologia N-Type TOPCon, que atualmente domina o mercado indiano. Dados do setor indicam que a TOPCon representou cerca de 40 GW dos aproximadamente 44 GW de nova capacidade de módulos adicionados no primeiro semestre de 2026. Em contrapartida, a tecnologia HJT adicionou apenas cerca de 1 GW.

A capacidade atual de módulos da Solarworld em Roorkee é de 1,55 GW, utilizando tecnologia N-Type TOPCon. A empresa argumenta que a racionalização das taxas de GST sobre insumos-chave é necessária para melhorar a eficiência de caixa e permitir o redirecionamento de recursos para a expansão de capacidade e adoção de novas tecnologias.

A visão de futuro da Solarworld para 2030 é a de operar como uma empresa de energia renovável totalmente integrada, cobrindo a cadeia de módulos, células, EPC e manufatura de sistemas de armazenamento. A empresa busca posicionar-se em múltiplos pontos dessa cadeia de valor, garantindo controle sobre a qualidade e disponibilidade de componentes em um mercado que cresce rapidamente.

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