WEG eleva meta de capacidade da fábrica de BESS em Itajaí para 4 GWh
A WEG informou que a capacidade anual planejada da fábrica de BESS em Itajaí passou de 2 GWh para 4 GWh, com investimento previsto de R$ 330 milhões, ante R$ 280 milhões. A entrada em operação segue prevista para o segundo semestre de 2027, às vésperas dos primeiros leilões de armazenamento do país.

A ESS News noticiou que a WEG revisou para cima o plano de produção da fábrica de sistemas de armazenamento em baterias (BESS) que constrói em Itajaí, Santa Catarina: a capacidade anual prevista passou de 2 GWh para 4 GWh, e o investimento estimado subiu de R$ 280 milhões para R$ 330 milhões. A companhia manteve a previsão de entrada em operação no segundo semestre de 2027 e atribuiu a expansão a melhorias de automação e de processo na linha de montagem, sem detalhar se os R$ 50 milhões adicionais virão do BNDES.
A decisão chega pouco antes dos dois primeiros leilões de reserva de capacidade de armazenamento do país, marcados para 2 e 4 de dezembro. O leilão nacional do dia 2 é restrito a projetos com baterias fabricadas no Brasil; o do dia 4 admite equipamentos importados. Em ambos, os projetos precisam ter ao menos 30 MW, oferecer quatro horas de armazenamento e receber contratos de 15 anos com início em agosto de 2028. A WEG já aparece na lista de fornecedores BESS aprovados pelo BNDES para o certame de conteúdo local, ao lado da também brasileira Moura e das estrangeiras BYD, Gotion, Trina, TBEA e You.On.
O projeto original, anunciado em fevereiro, previa capacidade de 2 GWh/ano e teve financiamento de R$ 280 milhões aprovado pelo BNDES no programa Mais Inovação, para reforma de planta existente e construção da nova unidade. A capacidade revisada equivale a cerca de 800 sistemas de 5 MWh por ano, o dobro dos 400 sistemas estimados no plano inicial. A fábrica terá linhas de montagem automatizadas e semiautomatizadas, robôs móveis autônomos para logística interna e laboratório de testes e desenvolvimento, com expectativa de criação de cerca de 90 empregos. A unidade também deve introduzir a produção cell-to-pack para sistemas de armazenamento de grande porte no Brasil.
Para o leilão de conteúdo local, a lista curta de fornecedores aprovados tende a favorecer a WEG e a Moura, únicos fabricantes brasileiros habilitados, diante da concorrência estrangeira que só poderá disputar plenamente no segundo certame. A exigência de ao menos 30 MW e quatro horas de armazenamento também pode privilegiar quem tem capacidade de fornecimento em escala, como a WEG com 4 GWh/ano. A ampliação ocorre às vésperas dos leilões de 2026 e do início dos contratos em 2028.
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