China Zorrilla entra em operação: maior ferry elétrico do mundo liga Uruguai e Argentina
Construído na Tasmânia pela Incat, o navio iniciou serviços em novembro de 2026, transportando 2.100 passageiros entre Montevidéu e Colônia. O projeto valida o uso de baterias em escala GWh, substituindo diesel e dependendo de infraestrutura de carregamento rápido e matriz renovável local.
O China Zorrilla, maior navio elétrico a bateria do mundo, iniciou operações em novembro de 2026, ligando Montevidéu, no Uruguai, a Colônia, na Argentina. Construído pela Incat na Tasmânia, a embarcação transporta 2.100 passageiros e 225 veículos. O início das atividades marca a substituição do diesel por propulsão elétrica pura, validando tecnicamente sistemas de armazenamento de 1 GWh para travessias curtas, o que elimina emissões de SOx, NOx e reduz significativamente o ruído.
O projeto é fruto de uma joint venture entre o governo uruguaio e a Transmercen, integrando-se à matriz energética local, rica em fontes eólica e hidrelétrica. Essa integração mitiga a demanda de pico nos portos durante o carregamento rápido via shore power. Robert Clifford, fundador da Incat, destaca que o ativo consolida a liderança australiana na engenharia naval e cumpre o Código BE da IMO, vigente desde 2024, estabelecendo um novo padrão de segurança global para a eletrificação marítima em rotas internacionais densas.
Apesar do sucesso técnico, o lançamento enfrentou desafios logísticos notáveis, como a espera prolongada no Rio Derwent por um navio de transporte pesado para levá-lo à América do Sul. Esse episódio evidencia a complexidade da cadeia de suprimentos para ativos marítimos de grande porte. O caso serve de referência global para a redução de CAPEX e a eficiência de baterias de íon-lítio em larga escala, demonstrando a viabilidade operacional de frotas elétricas sem depender de combustíveis fósseis.
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