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AnáliseInternacional

Noruega financia eólica flutuante para combater déficit hídrico e reduzir custos

A Enova destinou 3,94 bilhões de coroas (~ $A608,5 milhões) a dois projetos demonstrativos de eólica offshore flutuante na Noruega. Com permissões já concedidas, a iniciativa visa reduzir custos e garantir segurança energética diante do déficit causado pela seca de 2026, com operação prevista em até cinco anos.

2 de novembro de 2026 às 09:24Fonte oficial: RenewEconomyRedação Battery Channel
Noruega financia eólica flutuante para combater déficit hídrico e reduzir custos
Foto: RenewEconomy

A agência norueguesa Enova anunciou o financiamento de 3,94 bilhões de coroas norueguesas (~ $A608,5 milhões) para dois projetos demonstrativos de eólica offshore flutuante: Fram Wind Solutions, da BW Offshore, e Fortius Offshore Wind, da Deep Wind Offshore. Os projetos instalarão quatro turbinas de 18,5 MW, totalizando 74 MW de capacidade, no Centro de Testes de Energia Marinha (METCentre), fora de Karmøy. O investimento estratégico busca acelerar a industrialização da tecnologia, validando sistemas de flutuadores e ancoragem em águas variadas para reduzir drasticamente o custo nivelado de energia (LCOE) e tornar a eólica flutuante competitiva frente às soluções de fundo fixo.

O anúncio ocorre em um contexto crítico de segurança energética para a Noruega, conforme reportado pela RenewEconomy. O país enfrenta um déficit de geração devido à seca severa de 2026, que comprometeu a produção hidrelétrica tradicional. A eólica offshore surge como uma fonte complementar vital para abastecer a indústria e o transporte, reduzindo emissões de carbono. A geração anual estimada dos demonstradores é de 300 GWh, suficiente para suprir cerca de 15.000 residências. Ao diversificar a matriz, a Noruega mitiga a dependência exclusiva dos recursos hídricos, garantindo resiliência contra variações climáticas extremas que impactam diretamente a estabilidade da rede elétrica nacional.

Um diferencial crucial dessa iniciativa é que as permissões ambientais e marítimas já estão concedidas, eliminando o principal gargalo regulatório que costuma atrasar projetos offshore. Isso permite que o foco seja direcionado imediatamente para a validação tecnológica e a otimização dos processos de construção e operação. A Deep Wind Offshore destaca que o projeto Fortius será desenvolvido com parceiros industriais e financeiros internacionais, aproveitando a experiência norueguesa pioneira desde 2009. A meta é concluir as instalações e iniciar as operações em até cinco anos, demonstrando a viabilidade de escalonamento rápido.

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