Comissão Europeia seleciona gigafábricas LFP na Espanha e Polônia para subsídios
A Comissão Europeia escolheu 12 projetos de manufatura limpa, incluindo fábricas de baterias LFP da PowerCo e LG Energy Solution, para receber até €895 milhões do Innovation Fund. Os valores exatos dependem de negociações contratuais com a CINEA previstas para 2027, reforçando a soberania industrial europeia.

A Comissão Europeia selecionou, em 22 de outubro de 2026, doze projetos de fabricação de tecnologias limpas para receber subsídios do Innovation Fund, com um pool total de quase 895 milhões de euros. Dentre os beneficiários, destacam-se duas gigafábricas de células de bateria de fosfato de ferro e lítio (LFP) localizadas na Espanha e na Polônia. O financiamento, originado dos leilões de carbono do EU ETS, visa impulsionar a industrialização verde, mas os valores individuais por projeto ainda não foram finalizados publicamente.
Na Espanha, a PowerCo Battery Spain, joint venture entre LG Energy Solution e Stellantis, planeja uma planta modular em Sagunto com capacidade anual de até 27 GWh para células prismáticas LFP. O projeto integra-se a uma segunda gigafábrica já planejada no local. Na Polônia, a LG Energy Solution avançará com o projeto ArisEU em Wrocław, focado em uma linha de produção de 9 GWh/ano utilizando processos avançados de empilhamento. Juntas, essas instalações somam 36 GWh/ano de capacidade adicional europeia.
A seleção consolida a estratégia da UE de reduzir a dependência de tecnologias NMC e de fornecedores asiáticos, fortalecendo a soberania industrial em baterias mais seguras e baratas. Estimativas do setor indicam que a entrada em operação dessas fábricas pode ocorrer entre 2028 e 2030, o que deve aumentar a oferta de células LFP. Isso potencialmente pressiona os preços e beneficia projetos de armazenamento estacionário e veículos elétricos no médio prazo, embora haja volatilidade no CAPEX até a assinatura dos contratos.
O próximo marco crítico é a negociação dos Grant Agreements com a agência CINEA, prevista para 2027. Apenas após a assinatura desses acordos, que incluem milestones rigorosos de viabilidade técnica e adicionalidade, os valores exatos dos subsídios serão divulgados e os desembolsos liberados. Há risco de redução ou cancelamento do financiamento se os critérios não forem cumpridos, mantendo incerteza sobre os cronogramas de início das obras e o impacto efetivo na cadeia de suprimentos até a conclusão das negociações contratuais.
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