Sungrow valida segurança do PowerTitan 3.0 com teste de incêndio em larga escala sem propagação
O sistema BESS PowerTitan 3.0 da Sungrow concluiu com sucesso um teste de incêndio em larga escala (LSFT) na China, certificado pela UL Solutions. Sob condições extremas, com sistemas de supressão desativados e 100% de carga, a fuga térmica não se propagou para containers adjacentes nem para a subestação, mantendo a integridade estrutural e validando o conceito de segurança por projeto.

A Sungrow anunciou a conclusão bem-sucedida do teste de incêndio em larga escala (LSFT) do sistema de armazenamento de energia PowerTitan 3.0, realizado na China pela UL Solutions. O ensaio, testemunhado pela Fire Risk Alliance e observado pela Jensen Hughes, seguiu rigorosamente as normas UL 9540A: 2026 e CSA/ANSI C800-2025. O objetivo era simular um cenário extremo de fuga térmica severa em um container de 20 pés, com 28,56 MWh de capacidade, operando com 100% de estado de carga (SOC) e todos os sistemas ativos de supressão e gestão térmica desativados.
Durante 7,5 horas de monitoramento contínuo, o container inicial atingiu uma temperatura interna de pico de 1.259,8°C, mas a estrutura manteve-se intacta, impedindo a propagação do fogo ou de gases quentes para os containers vizinhos ou para a subestação de média tensão adjacente. Os painéis de alívio de pressão foram abertos para maximizar a ventilação e o oxigênio, criando o pior caso possível. Apesar do calor extremo, a integridade estrutural foi preservada, permitindo que o container fosse içado como uma unidade completa após o teste.
Roger Li, gerente geral da linha utility-scale da Sungrow, enfatizou que a segurança foi projetada desde o início, integrando desempenho da célula, gestão térmica e proteção estrutural. Benjamin Liu, da UL Solutions, destacou que o teste validou as previsões de comportamento do fogo, mostrando que o design contém o incêndio e reduz significativamente a escala potencial de perda. Esse resultado empírico fortalece a confiança técnica para investidores e seguradoras, transformando a segurança de uma variável abstrata em um dado quantificável.
A comprovação de não propagação tende a impactar positivamente a 'bankability' dos projetos, reduzindo a percepção de risco de perda total do ativo por efeito dominó e facilitando o acesso a financiamento bancário. Para o setor, isso consolida a tendência de tratar a segurança como um sistema integrado, forçando concorrentes a realizarem testes similares para manterem competitividade em licitações internacionais. Desenvolvedores que não adotarem soluções com validação similar podem enfrentar dificuldades de financiamento ou custos de seguros mais elevados.
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