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BATTERY CHANNEL
AnáliseTecnologia

Bomba de calor a CO2 com assistencia solar eleva COP em 18,7% em testes na Italia

Pesquisadores italianos validaram prototipo de 10 kW que combina CO2 e coletores PVT, alcancando ganho de eficiencia sob alta irradiacao. Estudo revela limiar termodinamico critico e payback variavel entre 6 e 20 anos conforme o clima.

22 de outubro de 2026 às 16:17Fonte oficial: pv magazineRedação Battery Channel
Bomba de calor a CO2 com assistencia solar eleva COP em 18,7% em testes na Italia
Foto: pv magazine

Uma equipe da Universidade de Napoli e da Enea testou um prototipo de bomba de calor de 10 kW usando CO2 como refrigerante e fontes duais de calor: ar ou coletores fotovoltaico-termicos. Os testes em campo, realizados em Roma, totalizaram 307 operacoes para avaliar a producao de agua quente sanitaria. O objetivo era identificar condicoes operacionais otimas e desenvolver estrategias de controle avancadas para maximizar a eficiencia energetica do sistema em diferentes cenarios de irradiação solar e demanda termica.

Os resultados demonstraram um ganho termodinamico significativo quando a irradiacao solar aumentou de 322 W/m2 para 904 W/m2. A temperatura de evaporacao do refrigerante subiu de 4 C para 12,9 C, reduzindo o trabalho de compressao necessario. Consequentemente, a capacidade de aquecimento cresceu 21,1%, de 8,75 kW para 10,6 kW, enquanto o Coeficiente de Desempenho (COP) melhorou em 18,7%. Isso confirma a existencia de um limiar minimo de irradiacao acima do qual o modo solar se torna termodinamicamente vantajoso em relacao ao modo tradicional a ar.

Em condicoes de baixa irradiacao, porem, o evaporador a ar manteve-se mais eficiente devido a sua menor resistencia termica. Para lidar com essa variabilidade, os pesquisadores treinaram redes neurais artificiais para prever o consumo e otimizar a comutacao entre as fontes. Simulacoes anuais em sete cidades globais indicaram que as economias diretas de eletricidade sao modestas, variando entre 100 e 120 kWh por ano nas melhores condicoes, destacando que o beneficio economico real deriva da geracao simultanea de eletricidade pelos modulos PVT.

A analise tecnoeconomica revelou disparidades regionais acentuadas na viabilidade financeira da tecnologia. O periodo de retorno simples do investimento variou de aproximadamente seis a 10 anos em locais com alta disponibilidade solar, como Tenerife ou Roma, podendo ultrapassar 20 anos em climas menos favoraveis. Isso sugere que a escalabilidade comercial depende fortemente do contexto geografico e da integracao em sistemas hibridos, limitando a adocao imediata sem incentivos especificos ou adaptacoes de controle inteligente.

O estudo, publicado na revista Applied Thermal Engineering, destaca que o controle avancado sera crucial para viabilizar economicamente essas solucoes. A pesquisa oferece insights valiosos para o setor de climatizacao e fabricacao de equipamentos de alta eficiencia. A dependencia de condicoes climaticas especificas e a complexidade operacional representam riscos que exigem validacao em larga escala e otimizacoes futuras dos algoritmos de comutacao entre fontes de calor.

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