Absolar cobra segurança jurídica e corte de impostos sobre baterias em novo mandato de Lula
Setor de renováveis pede previsibilidade e redução de carga tributária para reverter queda de investimentos causada pelo curtailment. Leilão de baterias em dezembro e créditos de carbono para eólica offshore são vistos como testes cruciais da transição energética no novo ciclo.
Representantes da Absolar pressionam o governo Lula por segurança jurídica e redução de impostos sobre baterias, cuja carga tributária chega a 84% do custo, segundo a associação. A cobrança visa desbloquear investimentos inibidos pelo curtailment, o corte forçado de geração renovável. O setor aguarda o leilão de armazenamento previsto para dezembro como marco de preço e sinal de compromisso com a transição energética.
A integração de data centers é apontada como estratégia para absorver excedentes e mitigar o desperdício de energia limpa. No entanto, a dependência de créditos de carbono para financiar a eólica offshore enfrenta riscos devido à dificuldade de comprovar adicionalidade em uma matriz já renovável. Isso pode comprometer a receita de créditos, que pode representar até 10% da margem de lucro, e elevar o custo de capital para projetos de longo prazo.
O primeiro leilão de sistemas de baterias em dezembro de 2026 será um teste crucial para validar a viabilidade econômica do armazenamento no Brasil. Enquanto a Absolar busca estabilidade para proteger investimentos, o governo precisa equilibrar a atração de indústrias intensivas em energia com a manutenção do equilíbrio do sistema elétrico. A previsibilidade regulatória é vista como condição sine qua non para a continuidade dos fluxos de capital privado no setor.
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