Armênia subsidia juros de 6 a 10pp para armazenamento solar e fortalece híbridos
Governo armênio lança subsídio de juros para financiamento de baterias ligadas a usinas solares. A medida, válida por até 7 anos, visa integrar a capacidade solar de 1 GW, reduzindo custos de capital e incentivando captação em moeda local.

O governo da Armênia implementou, na semana anterior a 2 de novembro de 2026, provisões que concedem subsídios diretos à taxa de juros para empréstimos e arrendamentos de sistemas de armazenamento de energia. O benefício varia de 6 a 10 pontos percentuais (pp) de desconto na taxa de mercado, dependendo da moeda do contrato e do tipo de instrumento financeiro utilizado. Esta decisão, publicada no sistema jurídico online Arlis, estabelece um marco financeiro crucial para o setor, que até então operava sem incentivos específicos para a aquisição de baterias, complementando a emenda à Lei de Energia de maio deste ano.
A elegibilidade do subsídio é estritamente condicionada ao uso exclusivo do armazenamento para energia solar, com vigência máxima de sete anos. Em moeda local (Dram), o desconto atinge 8pp para empréstimos e 10pp para arrendamentos, enquanto em moeda estrangeira os valores são de 6pp e 8pp, respectivamente. O Ministério da Economia, sob a liderança de Gevorg Papoyan, validou o mecanismo como parte do kit de apoio estatal, visando reduzir o Custo Médio Ponderado de Capital (WACC) de projetos híbridos. A distinção cambial incentiva economicamente a captação em Drams, mitigando riscos para investidores locais e fortalecendo a firmeza do sistema elétrico nacional.
O mercado de armazenamento da Armênia está em estágio inicial, mas a geração solar cresceu rapidamente, representando 16,3% da geração elétrica em 2025 e ultrapassando 1 GW de capacidade acumulada. O subsídio visa mitigar a intermitência dessa expansão renovável, transformando ativos marginalmente viáveis em investimentos atrativos. Empresas devem estruturar novos contratos de financiamento ou arrendamento após a vigência das regras, demonstrando conformidade com o uso exclusivo para energia solar. Não há menção a direito adquirido para projetos anteriores, indicando que o benefício aplica-se apenas a novos acordos celebrados sob a nova regulamentação, acelerando a penetração de ESS no país.
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