Coreia do Sul flexibiliza regras de BESS em pacote de desregulação para combater concorrência chinesa
Seul isenta containers sem corredor interno da obrigatoriedade de câmeras CCTV, substituindo-as por monitoramento digital via BMS. O pacote de 18 medidas visa reduzir CAPEX e integrar PCS, alinhando-se a padrões globais e contrapondo a dominância de baterias LFP chinesas.

O gabinete do primeiro-ministro da Coreia do Sul anunciou um pacote de 18 medidas para desregular a indústria de armazenamento de energia, destacando a isenção da exigência de câmeras de circuito fechado (CCTV) internas em containers de BESS que não possuem corredor interno. A mudança, prevista para ser revisada até dezembro de 2026 e regulamentada em 2027, substitui a vigilância física por sistemas de gerenciamento de bateria (BMS) ou tecnologias de monitoramento superiores, reconhecendo que o controle digital é mais eficaz para designs compactos modernos.
Além da flexibilização do monitoramento, o governo planeja relaxar a regra que obriga a separação física entre sistemas de conversão de potência (PCS) e baterias, permitindo produtos integrados em um único container. O Instituto de Pesquisa em Segurança Elétrica da Coreia (KESRI) desenvolverá a tecnologia para essa integração até 2028. Essa medida busca otimizar o uso do espaço e reduzir custos de instalação, alinhando as normas locais às práticas internacionais de design de BESS, o que pode beneficiar fabricantes domésticos como LG Energy Solution e Samsung SDI na redução de seus custos de conformidade.
O pacote regulatório surge em resposta à dominância chinesa no mercado de baterias de fosfato de ferro e lítio (LFP) de baixo custo, visando reduzir o CAPEX e acelerar a implantação de projetos. Entre as outras medidas está um crédito fiscal à produção doméstica, batizado de 'IRA Coreana', e a isenção de taxas de uso da rede para BESS classificados como fonte de geração. O Ministério do Clima, Energia e Meio Ambiente, que assumiu a política energética em outubro de 2025, lidera a iniciativa para reverter a desvantagem de custo da indústria local frente à concorrência asiática.
Apesar da desregulação, o governo não mencionou mudanças explícitas nas normas de segurança contra incêndio ou nos limites de estado de carga (80% indoor, 90% outdoor) estabelecidos após os incêndios de 2017-2019. A integração do PCS dentro dos containers permanece condicionada à comprovação técnica de segurança pelo KESRI. O contexto atual inclui um grande leilão central com fechamento de lances em 11 de novembro de 2026, onde a interação entre essas novas regras e os custos finais dos projetos será um indicador crucial da eficácia da política em reduzir a barreira de entrada no mercado de armazenamento.
As medidas anunciadas em agosto já estão em andamento, incluindo diretrizes sobre se os containers de BESS contam como edifícios. Park Yong-jin, vice-presidente do comitê regulatório, afirmou que as mudanças respondem à rápida mudança tecnológica e à crescente competição global, apoiando a inovação sem comprometer a segurança. O governo monitorará a implementação para garantir que as alterações realmente reduzam a carga sobre as empresas, estabelecendo um marco temporal claro para a transição regulatória.
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