El Pelícano capta US$ 129,6 mi para BESS no Chile: primeiro financiamento via mercado de capitais para ativo único
A El Pelícano Solar Co. emitiu notas sêniores garantidas de US$ 129,58 milhões para refinanciar dívidas e construir bateria de 300 MWh. A operação, precedida por empréstimo ponte da BNP Paribas, estabelece precedente no Chile ao usar mercado de capitais para armazenamento associado a ativo solar existente.
A El Pelícano Solar Co. SpA consolidou o financiamento de US$ 129,58 milhões mediante a emissão de notas sêniores garantidas, destinando os recursos ao refinanciamento de passivos existentes e à construção de um sistema de armazenamento por baterias (BESS) acoplado à sua usina solar de 110 MW no Chile. A estrutura foi executada em duas fases: iniciou-se com um empréstimo ponte assinado em 1º de julho de 2026, com a BNP Paribas como agente administrativo, e foi refinanciada em outubro de 2026 através da colocação privada de títulos.
As notas possuem taxa de juros de 7,578% e vencimento em 31 de dezembro de 2044, sendo emitidas sob a isenção de registro da Seção 4(a)(2) da Lei de Valores dos EUA. Esta transação marca um marco estratégico ao representar o primeiro financiamento via mercado de capitais no Chile para um projeto de armazenamento de energia associado a um único ativo, conforme destacado pelas assessorias Clifford Chance e White & Case.
Os fundos captados cobrem o investimento estimado de US$ 61 milhões para o BESS, que utilizará baterias de íon-lítio e se conectará à subestação de 23 kV. O objetivo é permitir o deslocamento temporal da geração solar para horários de maior demanda, otimizando a receita do contrato de compra de energia (PPA) existente com o Metrô de Santiago e mitigando perdas por congestionamento na rede.
A implementação do sistema enfrenta prazos críticos, com data prevista de interconexão (COD) para fevereiro de 2027, conforme registros do Ministério da Energia do Chile. Há uma discrepância técnica nas fontes sobre a capacidade de potência: o assessor jurídico da empresa cita 82 MW, enquanto a Comissão Nacional de Energia (CNE) lista 75 MW, embora ambas concordem na capacidade energética de 300 MWh e duração de quatro horas.
A usina solar original, operante desde novembro de 2017, abastece cerca de 42% do consumo elétrico da rede de transporte de Santiago. O cumprimento do cronograma de construção é vital para garantir a cobertura de serviço da dívida (DSCR) e a geração de fluxos de caixa adicionais projetados a partir da operação do armazenamento.
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