Irlanda aprova 500 MW de LDES, mas indústria critica prazo de 10 anos nos contratos
O regulador CRU da Irlanda autorizou um leilão para 500 MW de armazenamento de longa duração (LDES), marcando um marco regulatório. Contudo, a Energy Storage Ireland alertou que o prazo contratual de 10 anos é insuficiente para atrair investimentos robustos, recomendando extensão para 15 anos.

O regulador irlandês CRU aprovou oficialmente um mecanismo de compra para armazenamento de energia de longa duração (LDES), estabelecendo um teto de 500 MW em um leilão neutro em tecnologia. A decisão, formalizada em outubro de 2026, exige eficiência mínima de 75% e duração de quatro horas. O modelo prevê um piso de receita limitado pelo custo nivelado, com 30% dos excedentes repassados aos consumidores, alinhando incentivos privados com benefícios públicos na transição energética do país.
Apesar do avanço, a Energy Storage Ireland (ESI) criticou a duração contratual de 10 anos, considerada insuficiente para garantir segurança financeira a projetos de alto CAPEX. Bobby Smith, diretor da ESI, ressaltou que mercados como o Reino Unido oferecem contratos de 25 anos. A entidade recomenda a extensão para 15 anos para viabilizar investimentos em tecnologias complexas, como baterias de fluxo e hidrogênio, essenciais para integrar a geração renovável intermitente da rede irlandesa.
A decisão contrasta com a necessidade estimada de 92 GW de capacidade de LDES para evitar o desperdício de energia eólica e solar na Irlanda. Embora os 500 MW sejam apenas um ponto de partida, a certeza regulatória deve desbloquear um pipeline de projetos híbridos já existentes. O próximo passo é a publicação do edital detalhado pelo CRU e EirGrid, onde critérios de custo e impacto definirão os vencedores, testando a atratividade real do modelo para investidores institucionais.
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