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BATTERY CHANNEL
AnáliseSolar + Storage

GridPoint alvos de 2 GW em armazenamento distribuído com foco em otimização de fatura nos EUA

A GridPoint anuncia expansão para instalação e gestão de baterias em seus 20 mil clientes comerciais nos EUA. A empresa busca mitigar o aumento de 40% nas tarifas locais, transferindo o risco de CAPEX e priorizando a redução de custos antes de serviços de rede, num retorno estratégico à tecnologia.

5 de novembro de 2026 às 11:21Fonte oficial: ESS NewsRedação Battery Channel

A GridPoint, tradicionalmente focada em gestão de cargas controláveis como HVAC e refrigeração, anuncia uma expansão estratégica ao oferecer sistemas de armazenamento de energia (BESS) para sua base de mais de 20.000 sites comerciais nos Estados Unidos. A meta é instalar 2 GW de capacidade distribuída, aproveitando a infraestrutura de hardware e software já presente em clientes como Walgreens, Wendy's e Panda Express.

O modelo proposto transfere o risco financeiro e operacional para a agregadora, que assume o financiamento, a instalação e a gestão dos ativos. Segundo o CEO Adrian De Luca, a vantagem competitiva reside no acesso a até dez anos de dados históricos de perfis de carga, permitindo um dimensionamento preciso e rápido que novos entrantes não possuem.

Essa capacidade analítica é crucial para mitigar o impacto do aumento de mais de 40% nas faturas de energia observado nos últimos quatro anos, impulsionado por tarifas comerciais complexas e encargos de demanda elevados. A iniciativa marca o retorno da empresa ao setor de baterias, tecnologia central em seus primórdios, mas que deu lugar ao foco em gestão de cargas nas décadas seguintes.

Operacionalmente, a GridPoint utiliza baterias prontas de mercado (off-the-shelf) e prioriza a otimização da fatura como principal fonte de receita, evitando assim a volatilidade de ciclos de 'boom-and-bust' típicos do setor. A participação em serviços de rede e acordos de capacidade é tratada como camadas secundárias de monetização.

Essa postura conservadora visa garantir a previsibilidade dos retornos para os clientes, que buscam redução de custos sem assumir a responsabilidade técnica pela gestão desses novos ativos físicos. É fundamental destacar que essa dinâmica ocorre estritamente no mercado norte-americano, servindo como benchmark de modelo de negócio para a convergência de inteligência de dados com ativos físicos.

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