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AnáliseMercado & Investimento

Return Energy capta €835 mi para expandir armazenamento de bateria na Alemanha

A Return Energy garantiu €835 milhões em financiamento de portfólio, assinado pelo Deutsche Bank e Rabobank, para acelerar a construção de sistemas de armazenamento em bateria (BESS) na Alemanha. A estratégia visa conectar 1 GW anualmente a partir de 2027, aproveitando a isenção de tarifas de rede até 2026 e reduzindo riscos por meio de uma estrutura de crédito agregada.

5 de novembro de 2026 às 09:20Fonte oficial: ESS NewsRedação Battery Channel
Return Energy capta €835 mi para expandir armazenamento de bateria na Alemanha
Foto: ESS News

A Return Energy estruturou um financiamento de portfólio de €835 milhões para expandir seu portfólio de flexibilidade virtual na Alemanha, com o Deutsche Bank e o Rabobank como agentes financeiros. Essa abordagem substitui o modelo tradicional de financiamento ativo por ativo, permitindo que múltiplos sistemas sejam agrupados sob uma única estrutura de crédito, eliminando a necessidade de due diligence bancária individualizada para cada novo projeto e acelerando a implementação.

O timing da operação é estratégico, alinhado à janela regulatória alemã que garante isenção de tarifas de rede para projetos com decisão final de investimento até 31 de dezembro de 2026 e entrada em operação até agosto de 2029. O financiamento cobre inicialmente três sistemas em construção, totalizando 117 MW de potência e 468 MWh de capacidade, projetados como sistemas de armazenamento de quatro horas.

A empresa planeja conectar pelo menos 1 GW de armazenamento à rede anualmente a partir de 2027, com um volume de investimento estimado entre €750 milhões e €1,2 bilhão, dependendo das condições de mercado. Para mitigar riscos de receita, a Return ampliou parcerias comerciais, incluindo contratos de flexibilidade com a Engie (400 MW) e a Centrica Energy (100 MW), validando a demanda por serviços auxiliares.

A replicação do modelo, já utilizado nos Países Baixos, indica uma estratégia continental de escala. No Brasil, o caso serve como benchmark de maturidade em project finance para BESS, embora não altere regras locais como o PROD ou encargos de TUSD/TUST. A expansão visa fornecer flexibilidade crítica para gerenciar a intermitência de fontes eólica e solar, impactando positivamente a estabilidade da rede alemã, enquanto a viabilidade econômica do setor depende da evolução dos custos de componentes e condições regulatórias.

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