Noruega: Verdes propõem desburocratizar solar plug-in e baterias até 2027
Deputados noruegueses do Partido Verde pedem ao governo que legalize e facilite a conexão de sistemas solares plug-in e baterias residenciais, propondo a remoção de barreiras burocráticas e a criação de normas de segurança até o final de 2027 para impulsionar o mercado estagnado.

Seis parlamentares do Partido Verde da Noruega (MDG) apresentaram uma proposta ao governo para legalizar painéis solares plug-in e baterias residenciais. O documento, publicado no site do Storting, solicita a eliminação de restrições burocráticas que proíbem essas tecnologias. O objetivo é facilitar o acesso a soluções seguras, fortalecer os direitos de proprietários que desejam gerar energia limpa e remover impostos sobre a produção de energia renovável.
A proposta estabelece um prazo até o final de 2027 para implementar medidas concretas. Isso inclui permitir a conexão de sistemas seguros a tomadas comuns, criar um guia nacional de uso seguro e desenvolver especificações técnicas para garantir segurança elétrica e contra incêndios. Os legisladores também recomendam investigar uma isenção de IVA para esses sistemas até outubro de 2027, citando benefícios como a redução de contas de luz e o alívio de picos na rede.
O anúncio ocorre em um contexto de desaceleração no setor solar norueguês. A capacidade acumulada ultrapassou 1 GW, mas as novas instalações atingiram a menor taxa anual desde 2021, especialmente no mercado residencial. Analistas atribuem parte dessa estagnação ao 'Norgepris', um preço fixo opcional que reduz o incentivo financeiro. Enquanto a NVE propõe simplificar conexões, a iniciativa dos Verdes busca reativar a descentralização energética.
Tags
Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar.
Receba o essencial do setor de energia
Os principais fatos que afetam preço, regulação, geração e combustíveis — todo dia ao meio-dia, no seu e-mail.
Como esta matéria foi produzida: apurada a partir da fonte oficial citada e de documentos primários, com verificação de números, datas e prazos antes da publicação, seguindo a nossa Política Editorial — que inclui o uso de tecnologia própria na apuração. Viu algo a corrigir? Fale com a redação.