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Trina Solar diz que expansão do SRES impulsiona demanda por sistemas C&I e baterias na Austrália

A gigante chinesa Trina Solar relatou aumento na demanda por sistemas solares comerciais e industriais na Austrália após o governo federal expandir o esquema SRES para 1 MW. A empresa destaca que a integração de baterias é crucial para facilitar conexões à rede e aproveitar certificados de valor estável, contrastando com a contração do mercado residencial.

22 de outubro de 2026 às 02:12Fonte oficial: RenewEconomyRedação Battery Channel

A expansão do esquema federal australiano SRES, que elevou o limite de elegibilidade de 100 kW para 1 MW em outubro de 2026, já está gerando impacto imediato no setor. Edison Zhou, da Trina Solar, informou feedback positivo da indústria e distribuidores, indicando que empresas comerciais e industriais buscam gerar e armazenar mais energia. A mudança permite que sistemas de médio porte acessem subsídios via certificados, acelerando o retorno sobre o investimento e tornando viáveis projetos que antes estavam na margem de rentabilidade.

A integração de baterias (BESS) tornou-se estratégica para contornar restrições de conexão na rede elétrica. Ryan Sequeira, da Trina, explicou que as redes exigem avaliações rigorosas de exportação, e o armazenamento permite maior autoconsumo, facilitando aprovações. A empresa lançou o módulo Vertex S+ G3 e a bateria Elementa 3, além de soluções de engenharia integradas. Essa abordagem de pacote completo ajuda a reduzir a pressão sobre a infraestrutura de distribuição local, atendendo à demanda por independência energética.

Enquanto o segmento C&I se expande com previsibilidade financeira devido ao valor estável dos certificados, o mercado residencial mostra contração no tamanho médio dos sistemas, caindo de 12 kW para menos de 10 kW após o recuo de subsídios. A Trina adapta sua cadeia de suprimentos, padronizando módulos para 1,842 metros. A estratégia também se reflete no Pacífico, onde a demanda cresceu para 10 MW anuais em Fiji e Papua Nova Guiné, apoiada por bancos de desenvolvimento, validando a eficácia de subsídios estáveis para impulsionar a transição energética.

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