Índia aprova US$ 1,5 bi para 92 GWh de armazenamento com 40% de conteúdo local
O gabinete indiano liberou fundos para viabilizar projetos de bateria e bombeamento até 2031. A medida exige 40% de conteúdo doméstico em baterias, fortalecendo a manufatura local, mas cobre apenas 22% da demanda projetada para 2032.

O Conselho de Ministros da União da Índia aprovou um esquema de Viability Gap Funding (VGF) no valor de 145 bilhões de rupias, equivalente a cerca de US$ 1,53 bilhão, destinado a viabilizar 92 GWh de capacidade de armazenamento de energia em escala de rede.
O programa, válido dos exercícios fiscais de 2026-27 até 2030-31, visa apoiar o desenvolvimento de 60 GWh de armazenamento por bombeamento, 30 GWh de sistemas de bateria (BESS) e 2 GWh de tecnologias alternativas, com um investimento total estimado de 976 bilhões de rupias.
Uma condição central do novo regulamento é a exigência mínima de 40% de Conteúdo Doméstico (DCR) para projetos de BESS, alinhada aos incentivos existentes do esquema PLI. Essa medida busca fortalecer o ecossistema de manufatura local, beneficiando empresas indianas, enquanto impõe barreiras técnicas e financeiras ao uso de componentes importados.
A alocação da capacidade será realizada por meio de leilões competitivos baseados em tarifa, conforme a Lei de Eletricidade de 2003, garantindo eficiência econômica na seleção dos projetos. Distribuidoras públicas e privadas são elegíveis para receber o apoio financeiro.
Apesar do aumento de 170% sobre a capacidade instalada atual de 54 GWh, os 92 GWh apoiados representam apenas 22% da necessidade projetada de 411 GWh para o exercício fiscal de 2031-32. Isso indica que a iniciativa é a primeira fase de um programa maior, com o próximo passo sendo a emissão das diretrizes de leilão pelo Ministério de Energia Renovável.
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