YOU.ON valida Rota 1 do BNDES e visa 1 GW de BESS com conteúdo local para leilão
A YOU.ON se tornou a primeira empresa a obter o Código Finame completo para o leilão de reserva de capacidade, validando a importação do bloco DC via parceria com a Hyperstrong. A solução exige nacionalização no bloco AC e serviços, reduzindo riscos técnicos imediatos e estabelecendo padrão para o mercado.

A YOU.ON consolidou sua posição como pioneira ao obter o primeiro Código Finame (CFI) completo para um Sistema de Armazenamento em Baterias (SAE), validando a 'Rota 1' da metodologia do BNDES. Essa rota permite a importação do bloco de corrente contínua (DC), incluindo baterias e sistemas de conversão de potência (PCS) fabricados pela chinesa Hyperstrong, enquanto exige conteúdo local no bloco de corrente alternada (AC) e nos serviços de engenharia. A estratégia visa mitigar riscos técnicos associados à integração de equipamentos sem histórico de fabricação no país, garantindo que o núcleo tecnológico maduro seja combinado com a cadeia produtiva doméstica para o leilão de 2 de dezembro.
O credenciamento estabelece um precedente técnico crucial para o setor, pois transforma a YOU.ON em validadora de um modelo híbrido que equilibra tecnologia estrangeira com desenvolvimento industrial local. Segundo Giorgio Seigne, diretor da empresa, a solução credenciada atende às exigências de nacionalização do banco, calculadas com base no valor agregado de componentes nacionais e serviços locais. Isso oferece segurança jurídica e técnica aos participantes do leilão, reduzindo o risco de lances excessivamente cautelosos ou de desertão da licitação, ao mesmo tempo em que pressiona por competitividade nos preços, beneficiando potencialmente os encargos setoriais a partir de 2028.
Apesar da validação, persiste um risco concentrado de gargalo de oferta, já que a YOU.ON era a única com produto credenciado até meados de novembro. A empresa estima fornecer cerca de 1 GW de capacidade, com planos de ampliar para 2,5 GW mediante novos acordos, mas a indústria nacional de componentes AC precisará escalar rapidamente sua produção para atender ao cronograma apertado de 16 meses até a entrada em operação comercial prevista para agosto de 2028. A dependência inicial de um único fornecedor validado exige que empreendedores monitorem de perto a capacidade de expansão da cadeia local e a eventual disponibilidade de outras rotas de nacionalização em leilões futuros, onde a Rota 1 pode não estar mais disponível.
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