Colômbia amplia importação de GNL com queda na produção doméstica e risco de seca
Relatório do EIA indica que a Colômbia aumenta a dependência de GNL devido à redução da produção interna. O governo declarou calamidade pública antecipando-se a uma seca forte do El Niño, que pode comprometer a geração hidrelétrica e elevar a demanda por gás para termelétricas no outono e inverno de 2026.
Segundo dados recentes do EIA, a Colômbia tem intensificado as importações de gás natural liquefeito (GNL) para compensar a queda contínua na produção doméstica. A estratégia visa garantir o abastecimento energético do país, que depende fortemente de fontes externas para manter a estabilidade do mercado interno diante da redução da oferta local de gás natural.
O governo colombiano declarou estado de desastre nacional em antecipação a uma seca severa causada por um forte fenômeno El Niño. Essa condição climática ameaça limitar a disponibilidade de geração hidrelétrica durante o outono e o inverno de 2026, o que deve impulsionar significativamente a demanda por usinas termelétricas a gás para suprir a matriz elétrica.
A combinação entre a queda na produção interna e a vulnerabilidade hidrolétrica coloca o GNL como peça central na segurança energética da Colômbia neste período. O aumento das importações reflete a necessidade de diversificar fontes de geração para evitar déficits no fornecimento de eletricidade durante a estação seca prevista para os próximos meses.
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