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ONS padroniza validação de modelos computacionais para BESS e renováveis no SIN

Operador do Sistema Nacional estabelece regras únicas por família de equipamentos, exigindo validação em modo Grid-Forming para baterias. A medida visa mitigar discrepâncias entre simulações e realidade, acelerando a integração de novos projetos ao garantir a precisão dos estudos de estabilidade da rede elétrica brasileira.

21 de outubro de 2026 às 08:13Fonte oficial: ESS NewsRedação Battery Channel
ONS padroniza validação de modelos computacionais para BESS e renováveis no SIN
Foto: ESS News

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) publicou diretrizes que padronizam a validação de modelos computacionais para projetos solares, eólicos e de armazenamento em baterias (BESS). A norma permite que a validação seja realizada uma única vez por família de equipamentos, desde que o fabricante e a versão sejam idênticos. Isso elimina a necessidade de repetir testes demorados para cada novo empreendimento, reduzindo a burocracia técnica e acelerando o cronograma de integração de novos ativos ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

A estrutura técnica define dois níveis de validação: o N1 compara o comportamento real do equipamento com modelos eletromagnéticos no software PSCAD, enquanto o N2 verifica a compatibilidade com modelos fasoriais usados no ANATEM. Para sistemas de armazenamento, há um requisito crítico: a validação é obrigatória apenas no modo Grid-Forming, capaz de estabelecer referências de tensão e frequência. O modo Grid-Following é classificado como operação degradada, isentando-o dessa validação específica, o que sinaliza uma mudança estratégica na expectativa de suporte à rede.

Essa atualização responde a discrepâncias históricas identificadas pelo ONS entre o desempenho relatado por operadores e o comportamento real das usinas, o que comprometia a precisão dos estudos de estabilidade e o despacho de geração. Ao exigir que fabricantes assumam a responsabilidade pela qualidade dos modelos, a regra protege a segurança operacional do sistema frente à crescente penetração de inversores. A indústria tem até 10 de novembro para enviar dúvidas, com respostas previstas para o final do mês.

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