SDLG entrega primeiras carregadeiras elétricas pesadas ao Grupo Base no Brasil
A SDLG, via distribuidora Tracbel, concluiu a primeira venda comercial de equipamentos elétricos pesados na América do Sul. O Grupo Base recebeu seis carregadeiras LFP para mineração e construção, marcando a transição de protótipos para operação real e validando a viabilidade técnica da eletrificação em ativos de alta tonelagem no país.

A SDLG Brasil, através da distribuidora Tracbel, oficializou a primeira entrega comercial de equipamentos de construção elétrica pesada na América do Sul. O contrato, fechado em junho, resultou na entrega de seis carregadeiras de roda para o Grupo Base, empresa líder em insumos de construção. A frota inclui quatro unidades L972 HEV de 27 toneladas e duas L938 HEV de 12,5 toneladas, que já estão operando em canteiros de obras e pedreiras, substituindo diretamente motores a diesel por propulsão elétrica em ambientes industriais reais.
As máquinas utilizam baterias de fosfato de ferro e lítio (LFP), com pacotes de 423 kWh nos modelos maiores e 180 kWh nos menores, acionando motores de até 230 kW. A especificação técnica garante operação contínua por um turno completo, com recarga rápida em corrente contínua (DC) entre os turnos. Para o Grupo Base, que opera 450 ativos em mais de 50 unidades (usinas e pedreiras), essa adoção pioneira visa reduzir emissões de gases de efeito estufa e poluentes locais, além de eliminar o ruído operacional, alinhando-se à estratégia ESG corporativa em regiões ecologicamente sensíveis.
A análise setorial indica que o sucesso desta transição depende menos da máquina e mais da gestão da infraestrutura de recarga e do Custo Total de Propriedade (TCO). Embora a eficiência do motor elétrico supere amplamente a do diesel, o investimento inicial é elevado e exige adaptação da rede elétrica local. A recarga simultânea de baterias de alta capacidade demanda conexão de alta potência ou geração própria, gerando desafios de gestão de carga para evitar picos tarifários, especialmente em sites remotos de mineração onde a estabilidade da rede pode variar.
Este marco estabelece um precedente comercial crucial, saindo do campo dos testes limitados para a validação em escala industrial. A viabilidade econômica imediata está atrelada ao custo da energia no site e à comparação de TCO, onde a redução de manutenção térmica compensa o capital inicial. A expansão futura dependerá da maturidade da infraestrutura de recarga DC em locais isolados e da possível consolidação de modelos de negócio flexíveis, como leasing ou energia como serviço, para mitigar os riscos de investimento e acelerar a adoção no setor de construção civil brasileiro.
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