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AnáliseProjetos

Rio Tinto testa bateria térmica de tijolos para descarbonizar refinaria de alumina na Austrália

Rio Tinto e Rondo Energy iniciaram estudo de viabilidade para uma bateria térmica gigante na refinaria Yarwun, em Queensland. O projeto visa armazenar energia solar em tijolos refratários para gerar vapor, substituindo parcialmente carvão e gás natural e reduzindo emissões diretas em 67 mil toneladas de CO2e anuais.

21 de outubro de 2026 às 20:12Fonte oficial: ElectrekRedação Battery Channel
Rio Tinto testa bateria térmica de tijolos para descarbonizar refinaria de alumina na Austrália
Foto: Electrek

A Rio Tinto e a Rondo Energy iniciaram oficialmente os trabalhos de engenharia e design para um projeto piloto de armazenamento térmico na refinaria de alumina Yarwun, em Gladstone, Queensland. Descrita como a maior instalação planejada desse tipo na Austrália e um marco para a indústria de alumínio, a proposta utiliza eletricidade solar abundante e barata durante o dia para aquecer tijolos refratários. Essa energia térmica será liberada à noite para gerar vapor, substituindo parcialmente o uso de carvão e gás natural nos processos industriais contínuos da mina.

O sistema proposto conta com capacidade de armazenamento térmico de 360 MWh e potência de descarga de até 30 MW, com carga elétrica de 78 MW para absorção rápida nos picos solares. A Rio Tinto estima que a solução possa suprir cerca de 5% da demanda de vapor da refinaria, resultando na redução de aproximadamente 67 mil toneladas métricas de CO2e por ano. A tecnologia busca resolver o desafio da intermitência das renováveis, garantindo fornecimento estável de calor de alta pressão necessário para a produção de alumina, um setor globalmente responsável por 175 milhões de toneladas de emissões anuais.

O estudo de viabilidade técnica e econômica, que deve durar 12 meses até outubro de 2027, é financiado inicialmente com A$ 3,6 milhões cada da Rio Tinto e da Agência Australiana de Energia Renovável (ARENA). Caso os resultados sejam positivos, a ARENA poderá liberar até A$ 38 milhões para a implantação, com suporte contingencial adicional de A$ 33,3 milhões. A decisão final de investimento dependerá da comprovação de que a integração à infraestrutura existente oferece vapor confiável a custos competitivos, validando a tecnologia como alternativa viável aos combustíveis fósseis em indústrias pesadas.

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